As concessões de praia

Em 2022 vivíamos o pós-covid e foi talvez a última vez que fui ao Algarve. Nesse ano, os preços ainda estavam acessíveis aos portugueses comuns.

Escrevi, aqui no blog, algumas impressões sobre a Praia da Manta Rota: "Devido ao espaço concessionado, resta pouco areal para o resto das pessoas, gerando alguma  concentração."



Quando surgiu esta polémica sobre as concessões lembrei-me logo desta praia e com a espécie de Apartheid: uma tira minúscula para os pobres que não querem pagar a espreguiçadeira e uma longa área para a concessão. Escusado será dizer que nessa tira, as pessoas estavam amontoadas, com as toalhas umas em cima das outras e, já sabemos, como é com a areia e as pessoas a passarem.

 Um desiquilíbrio enorme que tirou o interesse à praia.


Assim, em 2026, o tema voltou à baila e percebemos que a lei não é clara. Isto não faz sentido!

Eu percebo que quem paga por uma concessão ou quem paga por uma espreguiçadeira e um guarda sol, está também a comprar alguma paz e privacidade. Mas também tem que se perceber que as áreas têm de ser justamente distribuídas. Nesse exemplo da Manta Rota, claramente o cidadão estava em desvantagem. De lá para cá, por todas as razões não mais lá voltei.



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