North Festival - no que os festivais se tornaram



 A última vez que tinha ido a um festival foi em 2016, o Marés Vivas.

Com um grupo de amigos, resolvemos ir ver o concerto do The Cure ao North Festival na Maia.


Comecemos pela parte boa: os The Cure são espetaculares. Numa forma incrível! Tocaram os maiores êxitos, interagiram com o público. Brindaram-nos com 2 horas e meia de música com Robert Smith estupendo.

Quanto à organização a pior que já vi. Nem sei por onde começar:

- o recinto foi no campo de futebol, mas estava sobrelotado. Claramente venderam mais bilhetes que a lotação. 

- As entradas para o estádio eram apenas 3, sendo duas por escada e a desembocar na zona de restauração.

- Um caos completo com as pessoas a não conseguirem circular nem para entrar, nem para sair, nem para comer, nem para beber, nem para ir ao WC.

- No fim, outro pesadelo para sair com filas e filas a afunilar nas escadas.

- Os ecrãs estavam muito baixos. Quem tem menos altura, não conseguiu ver nada. Apenas ouvir.


Agora a parte pior: 

- Em plano ano de 2026, o consumo de bebidas é por um cartão pré pago. O cartão custa 1,49 Euros e os copos 1 Euro. Mas o dinheiro que não se gaste não é devolvido. Fica para a organização. As bebidas começavam nos 2,50 € a mais barata e múltiplos de 0,50 €. Ou seja, a organização fica sempre com dinheiro do cliente.

Para carregar o cartão, filas intermináveis e pedir fatura com NIF não foi possível.

Uma vergonha onde não há ética nem se percebe como denunciar práticas abusivas e como proteger o consumidor.


Vibes and Beats nunca mais!

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