Há precisamente quatro meses, escrevi sobre a minha perceção de que os restaurantes não estavam na crise que apregoavam. Os empresários queixavam-se uma crise que não era a que via no meu dia a dia.
Esta semana, o Banco de Portugal publicou um estudo que confirma precisamente o senso comum dos cidadãos: os restaurantes não estão em crise.
Há um excesso que oferta face à procura e práticas abusivas que levam os clientes a fugir.
Na cidade onde moro, existem dois espaços para restaurantes na esplanada. Um fechou, o outro abriu portas este mês de Abril.
O restaurante que fechou não era barato e tinha um mau feedback dos clientes. Dois amigos meus partilharam nas redes sociais que "não o recomendavam". Hoje passei lá e continua fechado.
O que abriu esta semana tem pratos a 30 Euros por pessoa e reparei que cada sobremesa custa 9 Euros. É um restaurante novo. Claramente, mais uns paraquedistas que têm mais olhos que barriga e que se irão queixar da inflação, da crise e dos apoios do Governo, pois antecipo que não chegarão a Outubro.
Já que falamos em ócio, mais uma vez as agências de viagem referem que a procura por férias não esmoreceu com a inflação e que as pessoas fogem de Portugal a sete pés, devido aos preços elevados da restauração e hotelaria portuguesa (aos quais se juntam por exemplo o preço proibitivos das portagens e combustível para chegar ao Algarve - o comboio não é alterantiva, restando os Ubers e os autocarros).
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