A criatividade do Estado para dar o "Volta"

 Diz-se que que há duas coisas certas na vida: a morte os impostos.

(Acrescentaria uma terceira: dinheiro para lagosta e consultores amigos)


O "Volta" - reembolso do imposto de 0.10 € insere-se na segunda. Como sempre, primeiro o povo paga e depois, se quiser, tem que andar em filas e burocracias para reaver o dinheiro.

Mais uma forma do Estado nos ir ao bolso... Ninguém nada a nada a ninguém e mais uma vez o Estado arranja uma forma criativa de nos ir ao bolso, gerando a ideia que nos está a dar alguma coisa.


Quando fui  Bruxelas, em 2017, vi muitos mendigos a coletar garrafas e latas do lixo para fazer uns cêntimos. Aqui é mais do que certo que vai acontecer o mesmo.

O segundo comentário é que a medida já teve um piloto há uns anos no Eleclerc de Famalicão. Na altura, o supermercado dava 0.02 € por garrafa colocada na máquina, independentemente de ter rótulo e de onde foi comprada. Os cêntimos eram rebatíveis na loja. Qual foi o problema? A máquina estava sistematicamente avariada. Por 3 semanas consecutivas bati com o nariz no vidro: levei as garrafas/garrafões e tive de vir embora com elas. Ou seja, o Eleclerc anunciava medidas ecológicas nas redes sociais e depois tinham a máquina avariada.


Acho que vai acontecer o mesmo a avaliar pela complexidade e burocracia em obrigar o contribuinte a andar em filas para reaver o imposto que pagou.


Comentários

  1. Dizem que é para atingirmos a meta da reciclagem, que nos está a custar muitos milhões em multas.
    Bom domingo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Se fosse "só" essa a intenção então dava-se o incentivo sem se obrigar a pagar os 10 cêntimos.

      Eliminar
  2. Sempre a inovarem para sacarem dinheiro ao consumidor. Enfim... Um bom domigo e boa semana, amigo!

    ResponderEliminar
  3. É mais um imposto e pelo andar da carruagem muitos outros se vão seguir. A malta até gosta de impostos verdinhos.

    Aqui há uns anos um consultor amigo que é um tipo bem informado nestas coisas, garantia-me que, alguém mais ousado - criativo ou maluco, também serve - deu a sugestão de criar uma taxa municipal para pagar a iluminação pública. Um serviço, argumentava, que devia ser pago tal como a água, a recolha de lixo ou o saneamento...

    ResponderEliminar

Enviar um comentário