Quando li a sinopse ia com uma expetativa, mas o livro era completamente diferente do que prometia.
Na verdade é uma biografia romanceada do empresário Rui Nabeiro, escrita por José Luís Peixoto a pedido do próprio.
Efetivamente achei estranho porque se mostrava sempre o lado bom da personagem.
Tal como na sinopse, nunca nos é apresentado por "Rui Nabeiro" mas cedo com as referências a "Comendador", "Campo Maior" e o "café" percebemos que se trata do dono da Delta.
Rui Nabeiro é nos apresentado com uma personagem humilde, trabalhadora, atenta e muito respeitada na sua terra. São escolhidos três momentos marcantes da sua vida: a sua infância (onde é usada a primeira pessoa), o pós 25 de Abril e o seu nonagésimo aniversário (onde passa a ser Comendador). Gostei desta alternância constante ao longo do livro, permitindo ao leitor situar e fugindo ao padrão tradicional das biografias.
Achei tudo demasiado edulcorado e por isso não me me entusiasmou. Prometia uma coisa, mas saiu outra. O facto de só mostrar o lado cor de rosa e triunfante da vida de Rui Nabeiro para uns pode ser positividade. A mim cheirou-me mais mais a homenagem de passadeira.

Um livro encomendado que, para mim, não faz sentido.
ResponderEliminarPois... demasiado cor de rosa.
EliminarLá está, eu que adoro biografias... não consigo convencer-me a pegar nele e a tentar.
ResponderEliminarE acabaste de confirmar-me o porquê.
Obrigada meu Caro!
O bom do Rui Nabeiro que ajudou a pôr Campo Maior no mapa de Portugal!
ResponderEliminarReparei que ainda tens o blog muito mal formatado, se precisares de ajuda é só pedir!
ResponderEliminarHum... são as imagens?
EliminarEu não consigo mesmo é gostar dos livros desse senhor. Ainda há-de vir um que me faça mudar de ideias? Não sei...
ResponderEliminarNão sabia que isso existia.
ResponderEliminarSinceramente, parece-me que pedir a alguém para escrever uma biografia sobre nós próprios é algo que, no mínimo, toca o egocentrismo.
E o mesmo se pode dizer das chamadas memórias, quando alguém decide escrever sobre a própria vida.
No fundo, tudo isto acaba por reflectir uma certa valorização do egocentrismo, independentemente do mérito que a pessoa possa ter.