Dia da Mulher - para onde caminhamos?


Amanhã é o Dia Internacional da Mulher. Há duas coisas certas neste dia: restaurantes buffet com música ao vivo lotados e a divulgação de estudos sobre a diferença de género.


Sobre os restaurantes, não há muito a dizer, apenas a particularidade de calhar no fim de semana e ajudar a equilibrar as contas depois de um mês de Janeiro e Fevereiro bastante chuvosos em que as pessoas não foram comer fora. A mercantilização deste dia é recorrente todos os anos.


Queria focar-me na divulgação dos estudos que apontam para uma visão cada vez mais  conservadora do papel da mulher pelas gerações mais... jovens.

A mais informada, com maior acesso às redes sociais e à informação, é a mais retrógrada no que à igualdade diz respeito. O pior é que esta visão é partilhada por rapazes e raparigas. 

Falamos das crianças que cresceram com o confinamento e com a ascensão das Ritas Matias e os Numeiros desta vida no TikTok.

Acho que não é preciso ler estudos, eles vêm apenas confirmar algo que empiricamente sentimos quando lidamos com jovens ou quem lida com eles. A violência doméstica, o insulto, a submissão da mulher banalizam-se.  Aliás, quem ousar denunciar ou criticar, é atacado e ameaçado por mensagens anónimos de seguidores, ou pseudo-seguidores, destes influencers (recordo-me da humorista Joana Marques).


A Justiça para isso muito contribui com penas muito brandas para agressores (contra mulheres, homens, idosos,...) e esta semana o Público denunciou que escolas patrocinam a atuação de atores pornográficos e misóginos nas suas escolas. Acham normal ou por e simplesmente escudam-se na liberdade de expressão.

Imagens retiradas do IG do Publico

Comentários

  1. É triste, tantas lutas, pela igualdade, que as novas gerações parecem não querer aproveitar. Muitos nem saberão que só com a Constituição de 1976, todas as mulheres obtiverem o direito de votar.

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  2. Um mulher gera um filho.
    Uma mulher cria-o com muito amor, muitas vezes com sacrifício.
    Não consigo entender por que é que estas pessoas não pensam que foram as suas mães que pariram e os criaram.
    Se as mulheres não servem para nada , as suas mães nada significam para si.
    Provavelmente, são eles próprios que usam de violência doméstica, não só física como psicólogica.


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