O escárnio e maldizer


Então nomeia-se um coordenador de estruturas de energias renováveis de um país, com base numa entrevista de 10 minutos e com base num discurso enérgico por ter sido presidente da associação de estudantes?

Mas está tudo louco? O recrutador ainda culpa as pessoas em geral, o "escárnio e o maldizer". 

- Um processo público e transparente? Não

- Meritocracia para o cargo? Nem pensar.

- Formação académica em energia? Para quê...


Há uns anos criticávamos o governo da família onde os irmãos e os maridos se nomeavam uns aos outros, a semana passada foi o partido moralista de extrema direita a mostrar que nomeava as namoradas para cargos públicos, esta semana o director da Energia. O mais grave é que Paulo Carmona não percebe (ou não quer perceber) a gravidade das suas palavras e decisões.  


Os cargos de decisão públicos (pagos com o dinheiro de todos nós) não são só para pessoas enérgicas nem para entrevistas de 10 minutos. Requerem pessoas com mérito, formação e competência para o fazer. Parece um problema endémico do país!

Valha-nos a ministra que pôs alguma ordem na casa. Resta agora correr com este artista. Curiosamente uma ministra de 71 anos, que já não precisa de andar atrás de favores.

Comentários

  1. A política é como a sacristia, só lá entra quem o padre deixa!

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  2. Eu também queria um tacho.
    Mas só arranjo frigideiras.
    :-)

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  3. É só cunhas. De certeza que havia algo por detrás disso... Enfim

    E a polémica da Sport Tv na Assembleia? Isto é andarem mesmo a gozar.

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  4. Os lugares de topo da administração pública - até, ou equiparado a director geral - deviam ser de carreira. Foi assim noutros tempos e todos sabemos a razão porque pouco tempo depois de "Abril" deixou de ser...

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