Ontem mais umas imagens de horror de maus tratos a idosos chegaram a público.
Um ato de desespero, revolta, indignação e sobretudo de coragem das funcionárias do lar ilegal.
Não percebo esta tara de pessoas que querem enriquecer à custa de idosos tratando-os de forma desumana e cruel. Não consigo ficar indiferente. Acho que nenhum ser humano deve ficar indiferente.
Muito menos quem está no poder político, quem nas suas mãos evitá-lo.
O Estado tem a função e a obrigação de arranjar soluções sociais e investir em lares, na sua fiscalização, apoio social e preventivo e formação profissional de geriatria.
Muitas famílias não conseguem tomar conta dos seus familiares idosos, porque trabalham, porque os lares estatais estão lotados, porque não têm quartos nem disponibilidade de tempo nem psicológico para cuidar dos seus familiares.
Neste país não falta dinheiro para assessores, estudos de consultoria, isto e mais aquilo mas esquecem-se destas resposta. Não há dinheiro para inspetores da Segurança Social, nem para construir novos lares, mas há dinheiro para obras palermas sem qualquer utilidade. Basta ver os milhares de euros que se gastam nas iluminações e animações de Natal, que mais parece uma competição de p*linhas entre autarquias.
O problema já não e hoje, já o escrevi e denunciei várias vezes e vou continuar a fazê-lo.
Ignorar, silenciar é compactuar com estes crimes, este tarados e não antecipar que um dia vamos ser nós.
Um problema que tenderá a acentuar-se. Mesmo naqueles supostamente xpto nem sempre as coisas são o que aparentam.
ResponderEliminarBom fim de semana!
Têm de ser fiscalizados e o Estado garantir essa preocupação.
EliminarÉ deveras assustador. Não sei o que se passou nesse caso em particular, mas deve ser mais do mesmo. Muitas vezes penso nisso. Um dia podemos ser nós. Pessoas que são tratadas como jamais se deveria tratar o mais insignificante dos animais. Já nem votam, desgraçados. Quer lá o poder político saber deles. Era pôr autarcas e ministros a limpar com a boca a caca desses velhotes, até aprenderem a fiscalizar e arranjarem soluções para que tal não voltasse a acontecer. Com o envelhecimento da população, cada vez será pior. A desgraça começa quando as famílias são os primeiros a abandoná-los. Nos lares, quando percebem que determinado idoso não tem visitas frequentes ou não tem visitas de todo, é tratado abaixo de cão. É prisão perpétua e com maus tratos. Como eu costumo dizer. Só espero morrer antes de chegar a esse ponto.
ResponderEliminarAbraço.
É sim. Não percebe esse masoquismo e cuidadores e lares que apenas querem sugar as suas reformas sem dar o mínimo de qualidade de vida. São animais que têm de ser punidos e o Estado cumprir a sua obrigação.
Eliminar"mais parece uma competição de p*linhas entre autarquias."
ResponderEliminarSem dúvida
O idosos merecem compaixão.
As pessoas esquecem-se que chegarão lá.
Não é fácil cuidar de idosos.
Penso muitas vezes: cuidar de crianças é difícil mas elas brincam, aprendem, crescem.
Os idosos são as crianças que já viveram a vida, com dificuldades ou não, mais frágeis, estão a caminhar para o fim.
Dão mais trabalho, mas merecem o mesmo respeito e dignidade de quem cuida.
O dinheiro é o que tira o respeito das pessoas
O Estado deixa muito a desejar a nível de soluções e fiscalização, dando azo a masoquistas e tarados a aproveitarem-se da fragilidade humana e a causarem dor ao próximo. Se não querem tomar de idoso, que não tomem. Agora causar sofrimento, têm de ser punidos.
EliminarO problema é o desinvestimento : não há lares, não há cuidados paliativos. É a filosofia de fazer mais com menos.
ResponderEliminaro Estado tem que assumir a sua função, mas as preocupações são outras., Ficar indiferente é pior.
EliminarEu nem comento, porque a revolta é enorme mesmo. O meu avô, infelizmente, teve que ir para um, eu ia lá todos os fins-de-semana sem falhar, ver como ele estava. E se me passava se visse algo que não gostava.
ResponderEliminarTem que haver controlo e mesmo assim...
EliminarQuando não queremos ter o trabalho, o peso e o fardo, é fácil de dizer e de pensar: «O Estado tem a função e a obrigação de arranjar soluções.»
ResponderEliminarTudo aquilo que não queremos fazer, empurramos para o estado.
E quando o estado vem ao nosso bolso, para buscar dinheiro para todos esses encargos, mais uma vezes reclamamos.
Na minha opinião, os primeiros culpados dessas situações são as famílias. Enquanto que cuidar de um filho é aceite e tudo se arranja, já de um pai/mãe/avó/avô, não se aplica a mesma regra. Porquê? Porque dará mais trabalho e teremos menos paciência.
E pior, muitas dessas famílias estão sempre prontos para ir buscar algum dinheiro da reforma ou das partilhas de heranças, mas não tem nenhuma disponibilidade para compartilhar o pagamento de um lar.
Nem visitas fazem. São capazes de lá ir duas ou três vezes por ano e já chega. O idoso é deixado sozinho, sem apoio familiar, como fosse um animal num zoo.
É claro que muito dinheiro neste país é mal gasto. Isso é inegável. Mas tem que existe peso e medida.
Esse exemplo dos milhares de euros que se gastam nas iluminações e animações de Natal é em certa medida uma falácia.
Se as iluminações não existem, as pessoas depois reclamam e falam mal. Para não falar dos postos de emprego que se perdem, nas empresas de iluminações.
A cortar despesa, podíamos cortar nos 200 e tal deputados que ganham uma pipa de massa. Na maioria do ano a assembleia até está às moscas. Vivíamos perfeitamente sem uma assembleia.
E já que falo em questão do emprego, a mão de obra para trabalhar num lar é escassa. São poucas pessoas que gostam de trabalhar nesse ambiente, e muitas das que lá andam, fazem-no por falta de alternativas e sem o menor pingo de gosto.
Quando não existe gosto pelo que se faz, o pouco que se faz, é mal feito. É o eterno caso do "Que se lixe!" (para não escrever outra palavras começada por f).
Tem que existir equilíbrio de lado a lado.
As famílias não podem abandonar os idosos nos lares ou nos hospitais, só porque sim. Só que não querem ter o trabalho.
Assim como as pessoas que efectivamente não possuem meios para cuidar de um idoso, devem ser ajudadas e apoiadas pelo Estado.
E nos lares, se as famílias acompanhassem minimamente os idosos, esses casos de maus tratos seriam identificados precocemente e nunca chegaria ao estado que muitos chegam.
É que ninguém vigia melhor os nossos, do que nós próprios.
Concordo em parte. Há famílias que não têm espaço, nem conhecimento nem capacidade mental para cuidar de idosos. Com certas doenças e a partir de certa idade, o cuidado que se requer é contínuo. Uma pessoa a trabalhar não consegue cuidar dele. Então se não tiver mobilidade, pior ainda. Além da "prisão", é o desgaste emocional. Há idoso, que por força da solidão, nem família tem. Uma criança consegues educar e vês o crescimento e autonomia. Num idoso, não. O Estado tem de dar respostas. É a sua função. Em parte já há, mas é insuficiente e incompleta. Muito incompleta, para não dizer negligente.
EliminarQuanto às iluminações de Natal, há um exagero em algumas cidades. Não se quer promover o comércio local, quer-se promover o ego dos presidentes de câmara.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarPara o Estado, os idosos são um "fardo". Não há soluções, nem opções. Não há interesse. E quando o pouco que existe está pelas costuras, e as alternativas não são opção, por falta de condições financeiras, surgem os "abutres".
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