O Manu

No passado fim de semana, às 5 da manhã, um jovem de 19 foi morto à facada quando denunciou e tentou pôr fim à colocação de droga em bebidas de raparigas num bar em Braga.


O tema passou despercebido, numa espécie de sobranceria de alguma imprensa, para quem noticiar o crime é desprestigiante e fica apenas a cargo da CMTV.


 


Adiante, o Manu fez o que qualquer pessoa de bem faria (?)


Ao antecipar um crime e algo que prejudicaria inocentes, procurou pôr fim à manipulação das bebidas. Resultado: acabou morto à facada pela tribo, para quem a noite não é para se divertir, é para violar mulheres. Quando comecei a sair à noite, um dos conselhos que me deram foi não largar o meu copo e não aceitar bebidas de estranhos. Não é de hoje que este risco e estes tarados existem. Surpreende a forma tribal como agem e a frieza como se mata uma pessoa.


 


Lembro-me daquele programa do "E se fosse consigo?" em que se media as reações de anónimos perante discriminações e crimes públicos. A tendência é julgar quem não age por inérica ou por medo. O Manu foi destemido e pagou com a própria vida.


 


Não é mais um crime da noite! Não houve condecorações póstumas do Presidente da República. E logo Marcelo que espalha selfies e medalhas a torto e aditeito. Nem houve sequer uma palavra do Ministério da Juventude, de Administração Interna nem do Ministério dos Heróis. Diz-e que dos fracos não reza a história e é verdade.

Comentários

  1. Uma violência inexplicável. Mata-se por dá cá aquela palha. Estes crimes têm de ser punidos com a pena máxima.

    Os estabelecimentos de ensino não podem continuar a ser pontos de venda de álcool, patrocinados por produtores e distribuidores.

    Páscoa feliz, para toda a família.

    Um abraço.

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  2. Tão verdade o que escreveste, parece que é uma normalização deste tipo de atos, assim tipo "mais um".
    Beijinhos e boa Páscoa

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  3. Lembro-me de á uns anos atrás um ergunume ter provocada distúrbios numa discoteca e os seguranças o terem espancado.
    As nossas tvs não paravam de falar do caso e enquanto não fecharam a discoteca não descansaram.
    E este bar já está fechado?

    E concordo consigo o palerma do nosso presidente não diz nada? E a esquerda e extrema esquerda também não?
    Esse caso só é relevante se tivesse ocorrido com alguém de raça ou cor diferente?

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  4. O problema é mesmo esse... É que depois, quem se mete, é que sofre as consequências e no caso desse rapaz, olha só que final trágico. Não digo que se deve ver e olhar para o lado, mas realmente o medo é real.

    Falo por experiência própria, que já tive stresses aqui no prédio, meti-me e ia correndo muito mal.

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