Aversão a árvores

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Aqui há umas semanas chamou-me a atenção a capa de uma revista semanal que mostrava as cidades no futuro, com uma montagem de Lisboa. Realçava-se o verde, preveniente de árvores para fazer sombra tendo em conta as vagas de calor.


 


Em 2020 e 2022, critiquei o arbocidio (foto original retirada deste link) e aversão a árvores que os arquitetos paisagistas das Câmaras Municipais têm. Na altura, dei vários exemplos de que para fazer ciclovias e outras obras de regime se sacrificavam árvores sem critério. Hoje, vemos as cidades áridas, desérticas, com betão e sem espaços verdes. Não existem árvores, seja porque não fica bem nas obras, porque podem cair, porque não dão trabalho aos empreiteiros, porque isto ou porque aquilo.


Referia-me em concreto a Espinho, pela proximidade. A cidade continua nua, cada vez com menos verde (até no espaço da feira semanal as cortaram!) e já passaram 3 presidentes de Câmara de dois partidos diferentes. Nenhum privilegiou o ambiente, os espaços verdes, a sombra, a oxigenação da cidade ou a correção de erros passados. Um advogado, um arquiteto e uma professora de Fisico-Química (está há apenas meio ano, mas já é tempo para mostrar trabalho...)


Assim, é irónico, ver que as sugestões de futuro são ... as árvores para purificar e fazer sombra, como aliás sempre foi assim no passado.

Comentários

  1. Os munícipes têm de se revoltar e não elegerem esses senhores,

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  2. O campo da feira sem árvores deve ser pouco apelativo para os frequentadores!

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  3. Primeiro cortam-nas para ficar estético... agora lembraram-se que está na moda ter sombra e oxigénio...

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  4. Infelizmente a razão principal para não as colocarem é o trabalho de manutenção que exigem.
    Onde resido, há 30 anos, havia jardins com grandes árvores por cada quarteirão. Como era obrigatório criar espaços verdes, por cada 100 apartamentos, com os prédios era fácil haver pequenos jardins (maioria que era erva, um arbusto e uma árvore). Com o evoluir e mudança de habitantes, as queixas começaram a aparecer: sujidade das folhas, ramos que tapam a vista ou proximidade das janelas. Foi rápido a ver os pequenos espaços a desaparecer, para darem lugar a 6 lugares de estacionamento. Nalguns ainda colocaram uma árvore no meio, duram 3 a 4 anos, pois as queixas (e os carros que embatem contra árvores em locais de estacionamento...) dispararam. A partir daí, ficaram os parques urbanos, com meia dúzia delas, pois são empresas externas que fazem a manutenção e fica caro.

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  5. Plenamente a favor de árvores nas cidades. Completamente contra a deixá-las crescer ( ou seja não as podar regularmente) de forma a que se tornem demasiado grandes e corpulentas passando a constituir um risco elevado em caso de queda ou quebra de ramos.
    As cidades necessitam de árvores para criar sombras, melhorar a qualidade do ar e a estética das mesmas.

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  6. Sombra e ar puro.
    Quem não percebe isso é ignorante e assassino.

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  7. Também odeio profundamente ver as árvores a serem cortadas e não colocarem outras.
    Estão doentes? Ok, cortem-nas mas substituam por outras. São velhas e podem cair? Cortem-nas, mas arranjem uma solução igual ou parecida.
    Faz-me confusão não ver árvores na rua como antigamente, muita confusão mesmo.

    Beijocas

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  8. E ainda fazem alarde da sustentabiidade, corredores verdes, ecovias, etc., etc. Cortam árvores por qualquer razão, se há obras, melhorias na via, requalificação de jardins e passeios...enfim. Não há critério nem bom-senso.
    Tudo de bom.
    Bjs

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  9. Este ano, finalmente, e depois de muitos anos sem lidarem as árvores da minha rua, fizeram-no
    Tenho um mesmo em fre5 à janela, se não tivessem podado os ramos entravam pela janela.
    Estes dias, na rodovia a dois quarteirões daqui, e onde passo com frequência, três árvores foram cortadas, ficaram uns tocos
    Não sei se estavam velhas e não se justificavam, mas a verdade é que desapareceram.
    Com a chuva que cai , aqueles tocos grandes estão feios.
    Penso que irão serrá-los e levantarem as raízes.
    Já o fizeram aqui na rua e substituíram por novas árvores...levam muito tempo a crescer, mas estão lá.

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