A juventude de 2023

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Há um ano - Agosto de 2022 - escrevi a minha opinião sobre o que achava do evento.


Um ano depois, mantenho a minha opinião. Será bom para o país, deixará uma boa herança em termos de infraestruturas e reabilitação da Zona Norte de Lisboa, mas a opacidade dos contratos públicos característica do nosso país constitui uma neblina.


 


Hoje, o JN na edição impressa, traz um estudo sobre os jovens. Curiosamente ou não, incluo-me na maioria das respostas.


Sobre o evento em si, não vou participar, nem me interessa particularmente, embora reconheça a sua importância para o país.


 


Em termos de problemas que enfrentamos, é unânime a instabilidade financeira e a habitação, embora achemos que Portugal é um bom país viver (só 17% acha que não). Como alguém diz, pobres mas felizes. Um país calmo, seguro, bom clima onde se vai vivendo.  Metade dos inquiridos considera a possibilidade de emigrar e a importância das contribuições para a Segurança Social.


Em termos de participação cívica, também me incluo na maioria - não estou partidarizado e muito menos sindicalizado.


 


Sobre temas fraturantes, mostramo-nos liberais e progressistas: concordância com o aborto e casamento do mesmo sexo (pelo menos nesta sondagem).


Sobre hábitos, o Instagram detonou o Facebook do top das redes sociais (também tenho feito esta mudança progressiva) e o twitter é residual (confesso que é uma rede social que me assusta sempre que lá entro pela agressividade e insultos gratuitos que por lá se escrevem). As redes sociais ocupam 75% do tempos nos ecrãs e ... 65% diz que recicla. Não sei se é bem assim esta parte, mas vamos acreditar que sim.

Comentários

  1. Fui ver, que não tinha visto ainda e está interessante. Mas eu já não me enquadro nos jovens... Pensei que éramos jovens até aos 35

    Beijocas

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  2. Os sindicatos não são importantes?

    Boa semana e um abraço.

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  3. São importantes para o equilibrio das relações, mas implicam mais um custo para quem quiser pertencer. Para quem está no privado, os sindicatos pouco ou nada representam. Mesmo no público, fazem umas quantas greves para justificar a quota mensal.

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  4. Portugal tem todas as condições para ser um país extraordinário.
    Excepto liderança.
    Essa é a grande ausência.

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  5. Olá Último!
    E que tal os milhões aplicados nas jornadas serem aplicados na saúde, educação, justiça?
    Os sindicatos só querem o poleiro.
    A partir de setembro ao ser obrigatório apresentar os estatutos muitos vão desaparecer.
    A participação cívica para mim é votar.

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  6. Um dos problema da juventude é misturar estabilidade financeira com aquilo que desejam. Começa na habitação. Quando um jovem casal quer comprar casa, a ideia base é "5 minutos dos postos de trabalho" "5 minutos de 2 a 5 escolas" "5 minutos de uma grande superfície comercial". Ora para alguém viver numa casa nessas localizações, os preços são demasiado altos, porque a procura é gigantesca. É o mesmo problema do arrendamento de quartos para estudantes. Todos querem nas proximidades da universidade e com acesso aos locais de diversão nocturna da cidade. Para pagar isso, é preciso bem mais do dobro do salário mínimo...

    Na reciclagem, muita gente recicla... de vez em quando. É ver os festivais de Verão ou os concertos nas festas das localidades. Copos, garrafas, pacotes de cigarros, pacotes de comida e lixo comum, fica tudo no chão. Para eles a câmara/organização é que faz a reciclagem, por isso fizeram.

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  7. Essas áreas sempre tiveram procura. O problema é que há uns anos para cá, está a valores incomportáveis.

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  8. Olá Sofia, o evento traz vantagens, com um custo reduzido, se não se puserem com luxos e extras. O espaço fica para o futuro. Concordo com a tua última frase. Nem me lembrei disso, não estava no inquérito. Sempre votei e continuarei a fazê-lo.

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  9. 35 milhões? Não há dinheiro para o básico e há para eventos grandes. Este evento não vai resolver o problema dos portugueses. O investimento nos sectores que te disse sim. É um dos deveres mais importantes. Infelizmente, a abstenção é cada vez maior.

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  10. Haverá receita fiscal adicional, desde mais IVA do consumo em hotéis, restaurantes, táxis, etc (embora muitos devam fugir porque não vai ser pedida fatura com NIF), a mais IRS (por força das horas extra que terão necessárias - as que forem declaradas, claro) mais a taxa turística.
    O jardim ficará para sempre.
    Vejo o copo meio cheio.

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  11. Eu vejo cada vez mais doentes a não terem acesso a tratamentos atempadamente. Por falta de recursos humanos, tecnológicos e estruturais. Esta é marcada com mais 3 dias de greve.

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