Mortes no mar

Qualquer morte é de lamentar, sejam ricos poderosos mundiais num submarino a fazer turismo ou sejam pobres migrantes a tentarem uma vida melhor atravessando o Mediterrâneo em barcos lotados e inseguros.


Porém, olhamos de forma diferente, incluindo nos media portugueses, até os mais doutrinários e egocêntricos jornalistas.


Normalizaram-se as mortes de quem tenta uma vida melhor vindo pelo Mediterrâneo, na mão de armadores aproveitadores e sem grandes escrúpulos. Já não vêm nas notícias, nem estão nos radares das nossas rezas e da nossa sensibilidade.


Dois pesos e duas medidas que embora não sendo novas, são sempre criticáveis.

Comentários

  1. Grande diferença - os desgraçados morrem no mar em busca de uma vida melhor.
    Os ricaços foram em busca de adrenalina.

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  2. No caso do Titan, é um acidente único. Depois de centenas de mergulhos, 5 pessoas perderam a vida, no mesmo local onde, mais de, 1500, ficaram 111 anos antes. Além do nome do submersível ser da mesma família de palavras, 3 aventureiros, o líder da empresa e o piloto (estes 2 já com, mais de, 20 visitas feitas no mesmo submersível) desapareceram, o que levou uma pequena marinha a reunir no local onde implodiu. Boa parte são navios de pesquisa oceânica ou colocação de cabos/túneis no fundo dos oceanos. Além de que, no Mediterrâneo, um navio afunda-se, barcos que não estejam, a menos, de 2 horas, não vão lá fazer nada. No caso do Titan, maioria dos navios demoraram, pelo menos, 3 dias a chegar ao local. O que dá mais espaço para comentários e ideias, do que "Navio com 800 pessoas afundou-se ao largo da Líbia, 20 pessoas salvas e 30 cadáveres recolhidos. Sobreviventes relatam que partiram mais 30 barcos iguais, nenhum, ainda, foi localizado."

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  3. Completamente! Assim se vê, que vidas valem mais para eles.

    Beijocas

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  4. Já nem é tentar uma vida melhor é também fugir com medo de perder a vida.

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