Turistando pela Serra da Lousã

Aproveitei os meus dias de férias de 2022 para visitar as aldeias de xisto da Serra da Lousã. O percurso que fizemos foi feito em 3 dias, propositadamente escolhidos durante a semana, pois os preços das estadias são substancialmente inferiores nesse período.


 


Dia 1 - Gondramaz e Miranda do Corvo


 


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Gondramaz é um aldeia localizada perto de Miranda do Corvo. O acesso é feito de carro, pois ainda são cerca de 10 km a subir a montanha desde a estrada principal. A aldeia é muito pitoresca, com as suas casinhas de xisto. A maioria tem um nome associado e pintado na porta. "Peculiar são também o nome das ruelas e becos como o "Beco do Tintol".



 


 


Existe apenas uma única rua e é percetível de imediato que estamos numa outra realidade, pois não existe rede de telemovel. As casinhas estão todas em bom estado e não se vêm pessoas na rua, nem se ouvem animais nem água a correr. A maioria das habitações são de alojamento local ou casas de 2ª habitação. 


Nota-se que no passado foi aldeia de artesãos pelas inúmeras peças espalhadas pelas casinhas. 



Miranda do Corvo


A sede de concelho tem um largo central com o rio a passar junto ao edifício da Câmara. Muito engraçado. Perto, tem também o Parque Biológico da Lousã.



Dia 2 - Baloiço de Trevim, Candal, Taslanal e Lousã


O Baloiço de Trevim, Candal e Taslanal ficam praticamente na mesma estrada, sendo visitáveis no mesmo roteiro. Começamos o dia com a visita ao Baloiço do Alto de Trevim. O caminho permite aferir quão bonita e verde é a Serra da Lousã. No meio das torres eólicas, dois paus ao alto, um deitado e uma vista deslumbrante sobre a imensidão da Serra.


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Descemos em direção à aldeia do Candal, a única que visitamos do sopé para o topo permitindo ver a sua extensão e disposição ao longo da montanha. No sopé, tem um pequeno quiosque com produtos regionais e damos de caras com algumas casas habitadas. Gatos recebem-nos junto à churrasqueira comunitária, bem como ao fontanário. A zona está bastante cuidado e muito bem conservada.


 


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Subimos até ao pequeno largo da aldeia, com uma pequena capela em xisto e uma escada que nos convida a subir e conhecer as casinhas de xisto. Uma aldeia muito gira.


 


A terceira aldeia que visitamos foi a do Talasnal, a mais mediática. Recebem-nos um adro com dois bares onde se pode petiscar e uma casinha pitoresca com um gato simpático. Descemos um pouco e damos com o fontanário e o labirinto com cantos e recantos que percorrem as casinhas.



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As aldeias visitam-se em cerca de uma hora, onde a rede de telemóvel escasseia e onde se desliga do mundo. Nas 3 aldeias visitadas, nos dias de semana não há restaurantes a funcionar. 


 


De seguida, fomos visitar a Lousã. Começamos a tarde junto ao Castelo, que fica bastante afastado do centro da cidade. 


O castelo é um pouco diferente do habitual. Numa zona baixa da montanha e praticamente camuflado pelas árvores. 



Descendo a rua a pé por uns passadiços chegamos a um dos sítios mais bonitos da Zona Centro: a Praia Fluvial da Nossa Senhora da Piedade.



Continuando, damos com o Santuário. A entrada é feita por um arco de xisto.



E podemos desfrutar de um percurso lindíssimo pelo verde da Serra:


Comentários

  1. Excelente partilha!
    Boa semana.
    Um abraço

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  2. Uma parte da minha vida profissional passa por aí.
    Infelizmente sem boas memórias.
    Boa semana

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  3. Já aí estive e isso é tão lindo!
    Fizeste uma boa escolha. Eu adorei mesmo. E a paisagem envolvente... Uma paz indescritível.

    Beijocas

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  4. Bela partilha!!
    Portugal será sempre encantador!
    Beijinhos

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  5. Que lindo, Último

    Beijinhos
    Uma Semana Feliz

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  6. Adorei as fotografias.
    Gostava de conhecer, mas no meu carro já não corro riscos.

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  7. Gostei muito de ter viajadao pelas fotografias e pelo teu texto. Obrigada pela partilha destas belas coisas.
    Tudo de bom.
    Bjs

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  8. Já viste razões para o combate aos fogos ser tão complicado nessa região. As serras são de tal forma encavalitadas, que servem de acelerador e a falta de comunicação é devido a isso. Quando estás lá para o alto, consegues rede (ate acesso à rede de internet móvel), assim que começas a descer, adeus telemóvel (bateria parece que é atacada por um sugador de energia).
    E compraste a prenda base de quem visita, parte, da rota do Xisto? (R: Uma casinha feita com pedras de xisto local, que pode ser versão de um edifício comunitário ou uma simples casa rural.)
    No Candal chegaste a ver a cascata? É dos sítios engraçados onde podes ter a sorte de ver as trutas a subir e descer as rochas. A água é potável (mais fria que tirada do frigorífico).
    No Verão há muita gente que faz o percurso Lousã - Pedrogão Pequeno, de bicicleta, pelos trilhos de xisto. O maior problema é que param nas aldeias para provar o vinho e cervejas locais, se aparece a polícia, ali pelo Bolo-Troviscal, há multa.

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  9. Ohhh, não vi essas casinhas que falas.
    Não vi a cascata no Candal. Subi até à última casinha mas não identifiquei. Deve ser maravilhoso ver a natureza no seu estado mais puro.
    Tudo faz parte da experiência e um bom xiripiti dá um "boost" extra

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  10. Portugal é tão bonito!
    Fiquei com uma vontade de acordar todas as manhãs com essa vista da serra da Lousã à minha espera por entre a janela!!!
    Só de pensar, porém, que Serras Ardem... dá um aperto no coração.
    Não vai demorar muito e os incêndios vão começar a encher os noticiários.

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  11. Lugar tão bonito, parece que voltamos ao passado! Obrigada pela partilha!

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  12. Belas fotos. Grande reportagem...
    Um dia talvez quando tiver tempo visite esses sítios...
    Por enquanto não posso.
    Ficam estas leituras.
    Grato!

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