Há coisas que me deixam chocados.
Cada um pode escrever o que quiser, como eu sou livre de discordar.
A economista Susana Peralta, raínha das avenças do comentário televisivo, propôs uma ideia espetacular.
Vamos nacionalizar as heranças privadas com mais um imposto (já se paga pouco 0.8% de Imposto de Selo atualmente, 10% se legitimários...).
Ou seja, quem trabalha uma vida inteira e faz sacríicios para deixar alguma coisa e património aos seus descendentes vai ter de entregar uma parte ao Estado porque sim.
Defende a raínha que é uma forma de acabar com as desigualdades. Acho precisamente o contrário. É limitar ainda mais, num país pobre como Portugal, alguém de de subir na escala do poder económico e ter património.
Já não basta a elevadíssima e penalizadora carga fiscal em IRS sobre quem ganha mais e tem aumentos salariais, tornando-nos mais pobres, como ainda depois de mortos nos quer tributar. Caso a Susana Peralta não saiba, já há o IMI que tributa a propriedade das pessoas.
Adicionalmente, é algo cultural em Portugal: as heranças dos mais velhos passarem para os filhos como forma de lhes assegurar o futuro. Seja, muito, seja pouco.
Talvez para uma pessoa que mais ganhou com o COVID em honorários, isso possa fazer sentido. Para mim, não faz.
Já temos impostos mais que suficientes.
ResponderEliminarBoa semana.
Um abraço
Não conheço a criatura mas só pode ser parva.
ResponderEliminarQuero ajudar as minhas filhas com o meu esforço e a minha disciplina.
Se não for para isso vou gastar como se não houvesse amanhã.
Boa semana
O imposto sucessório desapareceu em 2005, para herdeiros directos (até unidos de facto deixaram de pagar, a partir de 2009). As heranças directas só estão sujeitas a declaração fiscal, em sede de imposto de selo, ficando isentos.
ResponderEliminarSó quando saírem das partilhas´(quer seja por registo em nome dos herdeiros ou por venda a terceiros) é que são devidos os 0,8%. No caso de herdeiros indirectos, o imposto de selo são 10% do valor em causa. (Isto além da habilitação de herdeiros e restantes documentos, que podem ultrapassar 1000 euros, bem acima dos impostos, sem contar com honorários de advogados que, facilmente, passam os 5000 euros, em casos simples, se há desavenças pode passar para mais de 50% do valor da herança, para ajudar a resolver a situação.)
A ideia dela era voltar aos tempos de pagar 4% (até 1997) em qualquer herança. Com a diferença que, nessa altura uma casa, em Lisboa, estava avaliada em 1000 contos (5000 euros), a mesma casa, nos dias de hoje, fica bem acima de 200000 euros. De qualquer forma, creio que já há legislação da União Europeia, que proíbe impostos sucessórios, acima de 1,2%, para herdeiros directos. (Para outros não há limites e o parlamento europeu incentiva a valores altos, para evitar fugas fiscais, com doações.)
concordo contigo
ResponderEliminarUma boa semana
Qualquer burro - ou burra, no caso - é livre de escrever ou defender o que lhe apetece e esta é apenas mais uma ideia parva desta senhora. Um dia destes vai propor um imposto sobre a queca...
ResponderEliminarOntem lá estava ela a comentar na Rtp, mais uma avença. Não especifica um valor na crónica, lança a ideia para o ar. OI rendimento já foi tributado em IRS quando foi ganho e já foi igualmente em IRS nos depósito a prazo. Isto é uma medida sem nexo para empobrecer ainda mais a população, bem como saquear o pouco que as pessoas acumulam.
ResponderEliminarPorque é que ela não sugere aumentar a tributação das avenças do comentário televisivo?
Obrigado e igualmente
ResponderEliminarJá esteve mais longe
ResponderEliminarAndas tu a trabalhar e a acumular durante uma vida para depois ir para o Estado segundo esta senhora.
ResponderEliminarConcordo contigo. Porque, a dada altura, largamos o bom senso e tributamos apenas porque sim. Não é de bom tom andar a cortar sempre em quem ganha alguma coisa com mérito, sendo que aqui não falo de heranças. Isto é um mecanismo cego de gerar riqueza para o estado.
ResponderEliminarImpostos sobre tudo e mais alguma coisa...
ResponderEliminarÉ passar em vida e acabou-se o imposto.
Se não fossem estes níveis de corrupção, não era necessário nada disto.
E não vejo como raio combate a desigualdade. Depois vêm falar que somos dos que menos poupam. Poupar para quê? Para me levarem tudo? Pff
Beijocas