
Sobre os abusos da Igreja, como já fui comentando noutros blogs, deixo as minhas impressões:
- Portugal, como sempre em toda a História, parte com atraso na denúncia. Já se fazem investigações noutros países há muitos anos, mas por cá nem por isso. Porém mais vale tarde do que nunca.
- Creio que deverão haver muitos mais casos de abusos que os 4.000 denunciados. Seja por medo, inércia ou falta de provas, muitos preferem não denunciar. Acredito também que muitos dos agressores também já não devam estar entre nós.
- Espero que a lei civil seja aplicada. Cometeu-se um crime, a lei penal deve ser aplicada. Seja contra padres, diretores, colegas de quarto, o que for. A palavra "perdão" por ser uma das narrativas pregadas pela Igreja, faz-me confusão. Há crime, há castigo, senão passamos a uma anarquia justifica pelo "perdão".
- Como era esperado neste processo, há falta de transparência. Dioceses que não responderam, responsáveis com arrogância a desvalorizar o sucedido, enfim, o pior do ser humano e de quem parece ter medo ou o rabo preso.
- No meio destas denúncias, há outra coisa a ter em conta: as queixas com falsidades para ajustes de contas pessoais
- Por fim termino com o casamentos dos padres. Nunca percebi porque os padres não podem casar, ter filhos e uma vida "normal". Será que não torna o fruto proíbido mais apetecido?
A igreja encobre-se a si própria.
ResponderEliminarÉ uma vergonha.
Bom fim-de-semana.
Apenas concede perdão, no "verdadeiro" sentido da palavra, Deus... portanto terão tempo para o pedir se se encontrarem com Ele.
ResponderEliminarEnquanto andarem por cá, vale a lei penal. Longe vão os tempos em que a Lei de Deus prevalecia sobre a Lei Civil (e assim iam passando pelos pingos da chuva).
Cometimento de crime, com prova bastante para condenação por decisão judicial, dá pena. Portanto, é só respeitarem a Lei.
Na Europa, há muito palavreado, depois vai tudo pelo cano abaixo.
ResponderEliminarPara aplicar a lei é complicado. A grandíssima maioria das "válidas" denúncias, são com 20 a 60 anos de atraso. Algumas já são trinetos que ouviram algo que o avô ouviu, em criança e lhes contou. (E querem alterar a lei de que uma criança só pode denunciar um abuso até ter 23 anos, cumprindo os 5 anos de maioridade e dentro dos 15 anos de prescrição, querem passar para os 50 anos (ou 30 como foi dito, mesmo que o projecto refira 50 anos de idade), com 18 anos de diferença, como é que alguém se pode defender de uma acusação?)
E é pelo ponto 5 que respondes ao 4. Quando aparecem denúncias, analisam as queixas e aparece algo que corrompe a ideia de que aquilo aconteceu, daí muitos líderes religiosos acabam por arquivar as queixas, tal como acontece nos tribunais. É que um padre, um sacristão ou alguém ligado à igreja é um alvo fácil e que é fácil arranjar "potenciais testemunhas".
Quando era um jovem adulto, ajudei a treinar uma equipa feminina, ali entre os 13 e 15 anos, fiz muitas parvoíces (desde fazer um streak no chuveiro delas até roubar as roupas, enquanto tomavam banho e pendurar tudo no corredor). Se fosse famoso, alguma que quisesse sacar dinheiro, tinha muita coisa para me acusar e várias colegas que também passaram por coisas parvas, para validar qualquer má intenção. Na altura eram parvoíces e davam para muito rir e descarregar a pressão que as miúdas estavam sujeitas nos jogos. Algo que agora seria pior que violar uma das raparigas, por lhe dar uma palmada no traseiro...
Uma autêntica vergonha tudo isto
ResponderEliminarA igreja é de uma hipocrisia que meu Deus... Sem comentários.
ResponderEliminarBeijocas
Infelizmente não me surpreende, e não me faz sentido alguém que siga a Vida religiosa ter que praticar o celibato, depois da asneira naturalmente.
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