
Este fim de semana, cruzei-me com a entrevista de Judite de Sousa.
Não sou apreciador do tipo de programas em causa. Acho que as pessoas já lá vão com o intuito de chorarem e comoverem os espetadores. São raros os convidados que não falam de mortes de pessoas próximas, numa espécie de interesse comum. O entrevistador quer ter histórias comoventes para captar audiências e o entrevistado presta-se ao papel do coitadinho para ganhar a empatia do público.
Porém, no caso da Judite de Sousa, acho que foi um pouco diferente.
Vi uma mulher frágil, mas bastante consciente da situação em que está. Tão consciente que não escapou a nenhuma polémica falando no programa líder de audiências, escolhendo alvos cirúrgicos nas suas críticas.
Mas vamos ao que interessa.
Não sou pai, não consigo imaginar a dor de perder um filho único de uma pessoa divorciada. Que sentido tem a vida depois disto? Onde se buscam forças para seguir em frente e o que é o seguir em frente? A forma como cada um vê se renova é muito diferente. Há pessoas que fecham a nuvem da dor, outras procuram dar novo sentido à vida.
Espero que encontre o equílibrio que lhe falta, que saia da solidão, negrume e resignação e que nunca nenhum de nós nunca se encontre nessa situação.
Acho que é um provérbio chinês que diz que "A pior maldição de um pai é sobreviver ao filho"... é algo contra natura, e por esse motivo de muito difícil aceitação.
ResponderEliminarBasta pensar que se já é difícil a um filho perder, por exemplo, a mãe (ainda que a lei da natureza assim o determine), imagine-se a mãe perder alguém que trouxe ao mundo e que lhe deve sobreviver.
Deve ser uma dor inexplicável.
ResponderEliminarBoa noite.
Um abraço
Situações que nos abalam completamente.. Nem é bom imaginar
ResponderEliminarSou pai de duas filhas que adoro muito mais que a minha própria vida.
ResponderEliminarE não sei responder às suas perguntas.
Boa semana
Sim, também não consigo imaginar, apesar de também não ser mãe.
ResponderEliminarQue nunca saibamos o que isso é.
Beijocas
Espero nunca passar pelo que ela está a passar.
ResponderEliminarNem quero pensar e espero nunca passar por isso.
ResponderEliminarEspero nunca passar por isso. Foi um murro no estômago ouvir aquela mãe.
ResponderEliminarNão vi o programa, confesso que não aprecio muito a personalidade em causa, mas o lado humano, o lado de mãe é devastador. Precisamente: não eliminado uma dor dessas, apenas consegues transformá-la, mas vais precisar de décadas. Isso leva a muitas tentativas ,algumas delas falhadas. Ninguém lhe pode tirar essa capacidade de luta. Não é fácil continuar depois daquilo.
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