
Foi com horror, estupefação e muito alerta que vi o que aconteceu no Brasil, depois do que já se tinha sucedido no Capitólio nos Estados Unidos.
Um grupo de selvagens, com a cumplicidade de alguns polícias, atacaram as instituições democráticas por não aceitaram a derrota eleitoral.
Um sinal muito preocupante e claríssimo do perigo que é levar a extrema direita ao poder (e depois retirá-la).
São pela democracia para ganharem o poder, com um discurso contra os políticos, a corrupção, pelos valores. Mas depois... são isto, quando o povo percebe realmente quem eles são e os afasta democraticamente. Foi assim com Trump nos EUA, agora assim no Brasil.
Deixo mais dois comentários:
- com a crise de credibilidade do governo de António Costa, já vi um amigo a postar uma foto de Salazar a pedir o regresso da ditadura para acabar com a corrução e "mama" - expressão que o próprio usou - como se essa solução onde nada é escrutinadoe não há liberdade de imprensa não piore ainda mais o cenário.
- é comum ver polícias difundir posts do Chega nas redes sociais. Estão no seu direito, mas noto um descontentamento e uma carência de atenção por parte do poder político na sua proteção. Têm razão nalgumas situações, na minha opinião. Hoje vimos no Brasil polícia a tirar selfies com os criminosos. Que sirva de muito aula para o nosso país e para o choradinho dos sindicatos.
No Brasil o maior problema são as igrejas. Bolsonaro soube rodear-se de membros de 3 das igrejas evangélicas, para obter (MUITO!!!) dinheiro e ter formas simples de propagar as suas ideias. Cá temos o Chega a usar as redes sociais e a controlar fontes de financiamento ocultas, que operam nas redes sociais, sindicatos, associações e "grupos cívicos". A manifestação de ontem foi engraçada pois de um lado estiveram o BE e o PCP, do outro umas figuras desconhecidas, que lideram os braços mais poderosos do STOP e da Frente Cívica. Vimos pelas parvoíces dos anti-vacinas, como isso funciona.
ResponderEliminarNos EUA já é muito diferente. Os malucos que invadiram o Capitólio, já apoiaram o Obama, sentiram-se traídos, quando surgiu o BLM e mudaram de lado. A maioria são conhecidos como os "profetas da desgraça", o pessoal que faz palestras sobre a Terra ser plana, de que os oceanos não tem fundo e de que há et's a governar os países. Nos EUA viu-se um crescimento gigantesco, desses contestatários, desde 2011. As redes sociais puxaram milhões de jovens para essas coisas. E fica bem defenderem a anarquia, pois não precisam de pensar nem perceber um lado.
Cá, felizmente, há muito poucos (e têm crescido muito!!!) nesse ramo e na parte das igrejas, também não são muitos (como se viu pelos "coletes amarelos") e não conseguem ganhar tracção, mesmo adicionando os jovens que são "pela guerra climática".
Com o que se tem passado, até acho estranho não aparecerem por aí uns milhões de milhões de sondagens a anunciar que a direita tem 90% dos votos, que o PS elegia 20 deputados, que a CDU e o BE não elegiam ninguém. Com os media a cobrir a falta de ideias e sem meios para atacar as medidas tomadas, atacam as pessoas. É uma das regras dos extremistas, se não se consegue explicar que aquilo está mal, removem-se as pessoas (quer seja por assassinatos mediáticos, quer seja por crimes violentos).
Só não sei é onde vamos parar se isto continuar assim.
ResponderEliminarMas olha que estas coisas não vão acontecer só lá fora.
Beijocas
Bolsonaro e Trump são dois patifes.
ResponderEliminarSeguidos por uma cambada de trogloditas.
Não acredito que possa acontecer algo semelhante em Portugal.
Boa semana
Dá menos trabalho ser populista , gritar na televisão, nas manifestações e nas ruas, do que ler e pensar por si próprio.
ResponderEliminarQueria acreditar no futuro mais democrático, mas vejo isto muito mal e mau.