Nos últimos dias temos sido confrontados com problemas no SNS. Não são greves (agora que o PCP saiu do Governo os sindicatos acordaram), mas a falta de médicos e a contínua agressão a esses profissionais.
Mais do que em qualquer dos outros meses, a comunicação social está a dar amplo destaque ao caos que reina na Saúde. Entre falta de médicos, escalas mal feitas, uma coisa parece certa: uma enorme falta de planeamento, desorganização e muito desleixo.
Se na pandemia, todos elogiamos o desempenho dos lideres da saúde em Portugal, mesmo sabendo o custo que teve ao nível da desvalorização de outras doenças e da camuflagem de problemas crónicas, agora a bomba explodiu. Uma crise simultânea em vários hospitais.
Será que alguém já parou para pensar o que sente a família do bebé que morreu nas Caldas da Raínha?
Haver problemas é normal, mas é preciso saber resolvê-los.
Maioria das situações são habituais... desde 2015 que o São Bernardo (Setúbal) deixou de atender grávidas, nos fins de semana de Junho a Setembro. Tiveram um concurso público aberto para 6 profissionais, quando conseguiram, um sindicato, e a ordem, bloqueou o concurso, em 2018. Até hoje, os 6 médicos estão com contratos que passam a contrato de serviços, ao fim de 3 anos, voltam aos contrato temporários 6 meses depois, porque o processo judicial anda perdido. Agora precisam de mais 11, já estão a contar que algum dos "desmembrados" (o sindicato original partiu-se em 26, alguns que não tem qualquer associado, a sul de Aveiro mas, falam à comunicação social como se tivessem 50000 associados) vá contestar os concursos públicos. Aconteceu o mesmo em Almada onde um "sindicato independente" recorreu a tribunal, porque o concurso de médicos e enfermeiros estavam no mesmo concurso. O tribunal demorou 3 anos (três anos!!!!) a sentenciar que o sindicato não tinha razão... o sindicato já tinha sido extinto há mais de 2. Abriram novo concurso, para 15 profissionais (9 médicos e 6 enfermeiros), ao fim dos 180 dias, 3 médicos e 5 enfermeiros concorreram.
ResponderEliminarMesmo em Lisboa há situações semelhantes em que "sindicatos independentes" avançam para tribunal para contestar concursos públicos, porque sabem que o hospital precisa dos profissionais, vai ter de pagar ás empresas de trabalho temporário (maioria propriedade de membros da ordem dos médicos e de líderes sindicais) para ter lá ps profissionais, muitas vezes a receber 3 a 5 vezes mais do que um com contrato, com a outra vantagem que podem ajeitar horários para trabalhar em 20 empresas de saúde, a cada semana.
Mas, é engraçado ver as notícias e ir ler os últimos parágrafos: "74 doentes foram desviados para outros hospitais, devido ao encerramento da obstetrícia. Nenhuma parturiente." Curioso que aquele serviço SÓ atende grávidas aka parturiente.
Há uns anos atrás era o encerramento dos serviços de urgência nocturna, nalguns centros de saúde, que se juntavam grandes manifestações, que descobriam que há mais de 1 ano que a urgência estava centrada no maior centro de saúde do concelho e nenhum tinha dado por isso...
A Ministra está convencida que pode justificar o desinvestimento e todas as asneiras com a pandemia.
ResponderEliminarBoa semana e um abraço.
Principalmente falta de recursos humanos, recursos materais e ordenados atrativos
ResponderEliminarOs médicos contratados através de empresas para cobrir a escala de urgência, ganham mais que o médico que pertence ao hospital a fazer a mesma urgência.
Logo aí gera um desiquilibrio e injustiça.
Os médicos com mais de 50 anos não são obrigados a fazer urgências.
Nós pensamos, para o governo é mais um número...
O título do post não corresponde à realidade!
O Covid ainda não acabou estavamos na sexta vaga.
O que tenho assistido ao longe é assustador.
ResponderEliminarBoa semana
Nem dá é para acreditar, nos dias que correm (século xxi) ainda acontecerem estas coisas.
ResponderEliminarA falta de brio profissional de quem lá está a "comandar" e dos nossos representantes, é gritante.
Beijocas
Um caos absoluto. Como diz o outro, evita ficar doente em agosto
ResponderEliminarNem sei o que escrever.
ResponderEliminarEstamos mal.
Tens razão. Não corresponde à realidade.
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