
A Fundação Gulbenkian divulgou um estudo em que refere que 61% dos portugueses não leu um livro impresso em 2020 (ano da pandemia).
Não sei quão rigorosa é a amostra, mas não me surpreende a conclusão.
As razões podem ser várias, sendo uma delas seguramente o encerramento das bibliotecas públicas. Sou um defensor e utilizador deste equipamento público pois é um meio de ler livros de forma gratuita . Por incrível que pareço em pelo 2022, há ainda concelhos sem bibliotecas (Alzejur, Marvão, Terras de Bouro, Vila Viçosa e Calheta). Já aqui critiquei que na altura de alívio das restrições, a Biblioteca de Espinho mantinha-se encerrada ao sábado de manhã, horário que o comum trabalhador tem tempo para lá ir.
Por outro lado, há alguma falta de cultura de leitura, o contexto familiar e as dificuldades económicas. Um livro numa loja ronda os 15 € que se lê e depois vai para a estante ganhar pó (para esta desculpa, respondo com as bibliotecas).
A falta de leitura tem consequências no pensamento crítico e na capacidade de intervenção pública e cívica. Ajuda-nos não só escrever melhor, a enriquecer o nosso vocabulário, a nossa ortografia e a aumentar o nosso conhecimento. Isto numa era em que por tudo e por nada escrevemos nas redes sociais. Penso fazer falta pensar mais além, longe do curto prazo e numa perspectiva futura.
O último livro que li já faz algum tempo, foi nas férias e de Valter Hugo Mãe. Não sou o melhor exemplo e faço a minha mea culpa.
Também não sou bom exemplo, porque ultimamente tenho lido livros em formato digital!
ResponderEliminarConcordo, os livros são caros demais para o salário nacional!
Beijinhos!
"uma delas seguramente o encerramento das bibliotecas públicas".
ResponderEliminarBINGO!
Olha, ainda agora comentei na Teiados20maisX que este ano estou a ver se leio mais também. Mas eu sempre fui de ler muito. Infelizmente só não leio mais porque não tenho espaço para ter os livros.
ResponderEliminarJá comprei daqueles para ler no telemóvel, mas não é a mesma coisa.
Mas este ano, já conto com dois que estou quase a acabar e estou a ler os dois ao mesmo tempo.
Beijocas
Eu só tenho pena de não ter o tempo que queria para ler mais, ainda assim leio diariamente.
ResponderEliminarÉ uma grande paixão que tenho desde sempre
Acredito que a maioria das pessoas não lê!
Beijinhos
Feliz Dia
Aqui no concelho há 6 bibliotecas públicas.
ResponderEliminarAs 6 costumam ter sempre os mesmos "clientes": idosos a ler os jornais e revistas diários, alguns jovens nos computadores e que pagam a impressão de trabalhos da escola e uns perdidos a ver a secção de Dvd´s.
Nos livros, entendo o porquê: a maioria eram livros para estudo ou acompanhar temas escolares. Neste momento tudo ao alcance de 1 dedo em qualquer telemóvel.
Nas novidades (e esta descobri há uns anos), são livros com 5 anos de mercado. É que mesmo doações de munícipes, é necessário passar por um processo, em que livros recentes acabam doados ao banco de livros ou bibliotecas escolares. As editoras doam 1 livro, por concelho, seguindo-se mais 3 a 5 depois de passarem 18 meses do lançamento, nas melhores hipóteses. As pessoas mais jovens querem é livros até 5 dias após o lançamento.
Mas, há três razões: os livros mais antigos obrigam a pensar e a organizar as ideias. Os modernos, facilitam e para quem percebeu livros escritos há 50 anos, no final do primeiro capítulo já sabe o resto da estória; ao chegar a uma loja, existem 700000 livros por onde escolher. Em cada tema estão 25000, com uma dúzia em "destaque". Alguém que paga 20 euros por um livro, lê e gosta, aquele escritor é interessante, 6 meses depois, novo livro, mais 20 euros e o tema é o mesmo... o livro é a mesma coisa que o anterior, tema e escritor/a atirados para o lixo; E com a "facilidade" com que se lançam 1730000 livros, no mercado português, em 365 dias (ISBN atribuídos em 2019 no mercado português, incluindo traduções e novas edições) há pouca margem para ter interesse. No fim, temos 40000 livros que dizem o mesmo, por palavras semelhantes.
Eu compro os meus no OLX, são recentes e custam (alguns) menos de metade do preço das livrarias
ResponderEliminarGosto muito de ler, por vezes falta-me tempo, mas concordo que os livros são caros, mas há sempre as bibliotecas.
ResponderEliminarBeijinhos
A caixa mágica, a Internet :(((.........
ResponderEliminarInfelizmente, já não leio um livro há muito tempo. Vou lendo coisas mas não livros e a pilha vai aumentando. Em alguns momentos, não criei o tempo que devia para ler, mas em muitas outras não tive hipótese. Não serve de desculpa nem é isso que procuro. A verdade é que sinto saudades de ler um livro e tenho tantos em fila de espera. Um dos autores que quero ler e cuja obra ainda não conheço é o Valter Hugo.
ResponderEliminarSugiro-te o único que li desse autor: Uma máquina de fazer espanhóis.
ResponderEliminarA velha desculpa da "falta de tempo". Infelizmente tbm a uso
ResponderEliminarTbm é uma boa solução, Inês.
ResponderEliminarTenho que seguir esse método!
ResponderEliminarOs idosos sugam os jornais na biblioteca. Ainda há pouco tempo tentei ler o expresso mas estava sempre ocupado É bom porque se mantêm informados. Nunca reparei no espaçamento temporal entre o lançamento e a sua disponibilidade, mas percebo os interesses das editoras e para mim não faz confusão nenhuma. Não tenho pressa para ler.
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