Saúde mental

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Muito se fala em saúde mental, sobretudo com a pandemia, mas poucas ou nenhumas ações se fazem.


Não sou psicólogo nem parecido, pelo que o meu expertise é muito residual. Porém consigo ter o discernimento para perceber que a pandemia nos afetou a todos nós. Cada um à sua maneira, mas agravou o que já não estava bem.


 


Ontem assistimos a um filho que tentou assassinar a sua mãe e depois suicidou-se, após uma exaustão mental no seu papel de cuidador informal. Não é um mero caso para a CMTV explorar. É muito mais que isso. Reza a história que pediu ajuda ao Estado, mas que lhe foi sempre negada.


 


Venderam-nos a história que no pós pandemia haveria um plano para recuperar a saúde mental das pessoas. O único plano que vejo é vender um PRR para ganhar eleições. Este foi um caso, mas muito mais virão. 


 


Estamos mais sensíveis, estamos saturados de estar em casa, de viver com medo e as pequenas coisas ganham dimensão.


 


Isto aplica-se sobretudo na nossa vida familiar, na nossa saúde física (os problemas do SNS continuam os mesmos - falta de resposta às necessidades da população - nada mudou!), no nosso circulo social, profissional e sobretudo na nossa mente.


O fantasma de novo confinamento, o medo do COVID e das restrições (muito empolada pelos noticiários diga-se de passagem - a SIC estes dias dedicou quase 1 hora em horário nobre ao vírus) atormentam ainda mais a população.

Comentários

  1. Pode atormentar alguns, mas quando vejo uma Lisboa cheia, até parece que já não há pandemia.

    Bom domingo.
    Umm abraço

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  2. Atingiu de diferentes formas cada um de nós, mas a vida não pode parar. Aliás, já vai parar pelo menos uma semana a seguir ao ano novo.

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  3. Infelizmente tens toda a razão! :((
    Cuida-te!

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  4. Os casos dos cuidadores informais está em discussão há muitos anos e o estado pouco faz!
    A pandemia só veio piorar a situação.

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  5. A doença mental existe, mas sempre existiu.
    Acredito que o confinamento tenho piorado um pouco as coisas, mas antes também houve crimes macabros!
    Estamos mais sensíveis? Talvez! Mas há muito aproveitamento noticioso.
    Boa semana!

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  6. Esta pandemia é desgaste de todas as formas
    Os sucessivos confinamentos, misturados com a insegurança, rebentam com a estrutura física e psicológica de qualquer um.
    Boa semana

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  7. Concordo, não é preciso ser-se especialista. Basta olhar por dentro.
    No início achei que não, mas mentiria se dissesse que hoje não me vejo afetado por isto. Nem é tanto no medo, embora ele esteja sempre presente em relação ao que posso perder, é na "desconfiança" face ao outro que se aproxima na rua ou perante o velho amigo que quer um abraço e eu não dou.
    Sim, sinto-me afetado, sinto que a carga psicológica de tudo isto tira lucidez e sinto que a comunicação social tem um papel forte nisto. E não, não vou na balela negacionista, mas caramba, já é de mais. Sempre o mesmo, mais do mesmo, nunca nada diferente do mesmo. Há vida para lá disto.
    Regra geral, todos têm uma TV em casa. Mesmo que a liguem pouco, se a ligarem, poderão tropeçar de raspão no sermão do "isto vai ser o fim do mundo". Dava jeito uma luz de esperança também da parte de quem tem um certo poder de influência de opinião.
    Um pouco de solidariedade de compreensão face a quem está à nossa volta também era algo muito bem-vindo.

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  8. Um dos grandes problemas foi que o cortar as ligações directas entre as pessoas, principalmente naquelas idades dos 10 aos 40, em que a vida social era 90% da vida pessoal. Com essa parte removida, sobrou o telemóvel com os "amigos" que apresentam "maravilhas de ouro"... logo seguidas de partilhas sobre 100000001 situações terríveis, daquelas que vão aos programas televisivos com as estórias montadas por algum guionista, de forma a não tocar nos pormenores que não podem ser ditos.
    Na semana passada, na CMTV e CNN Portugal surgiu uma dessas reportagens, sobre um empresário da restauração, que foi penhorado pelas finanças, porque não cessou a actividade antes da pandemia e não entregou as declarações devidas. Com mais de 30 minutos achei engraçado que ninguém explicou ao senhor que pagando 125 euros, podia cessar na data em que terá fechado a loja... até que aparece uma frase, que deve ter escapado aos guionistas: "Neste verão tivemos muita gente e a coisa estava a correr bem, até virem os novos confinamentos." Portanto, afinal teve actividade e teve receitas mas, aquilo tudo era por as finanças terem avançado com uma penhora e ele não ter tido qualquer actividade desde Abril de 2020... quem não notar aquela frase é levado a atacar o estado e as finanças, que avançaram contra um "pobre empresário".
    O mesmo no fim de semana, onde uma professora se queixavam de estar a 300km de casa, sem que fosse referido que concorreu aquele lugar porque era um contrato anual, que lhe irá permitir melhorar as possibilidades de conseguir uma colocação perto de casa...
    E volta o problema inicial, onde a falta de contacto pessoal leva a situações extremas de "estou no inferno e aqueles é que tem muita sorte", acabando em situações como referiste (ou na de ontem que um doente quis fumar um cigarro num quarto com ventilação de oxigénio para problemas pulmonares).

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  9. A partir do momento em que a saúde mental nem consta no SNS, diz logo tudo.

    Beijocas

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  10. Completamente de acordo! Eu evito notícias, e quando vejo é mais tarde de forma a que possa selecionar o que vejo... não se aguenta tanta notícia negativa.
    Beijinhos

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  11. Se alguns são muito sensíveis, ficam uns dias em casa e coitadinhos, então eles também são parte do problema. Ou alguns se adaptam ou ficam, para trás. Só depende deles pois ficar uns dias em casa não devia ser problema algum.

    Se a SIC dedicou quase uma hora em horário nobre ao vírus, fez bem. Ou sou a favor da verdade, seja ela boa ou má. Se alguns ficam atormentados, não vejam, que vivam no faz-de-conta.

    Como eu já disse, o mundo está longe de ser perfeito.

    Você disse: "Claro que dou a minha contribuição para os temas. É isso que nos faz crescer enquanto seres pensantes e críticos".

    Estou a aguardar esses temas que permitem mostrarmos que somos seres pensantes e críticos. No meu blogue tenho vários.

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  12. Acho que muitos de nós ainda não conseguiram sequer assimilar o quão traumáticos foram os últimos dois anos. Concordo que é preciso acção urgente, ainda para mais dadas as assimetrias que existem no acesso a cuidados de saúde (física, sim, mas também mental).

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  13. Essas assimetrias ainda se agudizaram e essas disfunções mentais aumentaram em todos nós. Cada um com os seus problemas. O tempo passa e não vejo nenhuma solução nem nenhum plano ser colocado em prática.

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  14. é um exagero e chega quase a ser pica-miolos, causando ansiedade e medo que podem ser exagerados ou até desnecessários.

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  15. Concordo em absoluto.
    Boas festas!

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  16. Tenho uma amiga professora que tbm está longe de casa precisamente por essa questão: precisa desse contrato completo para entrar nos quadros e depois pedir destacamento para mais perto de casa. É um dos grandes problemas de ser professor hoje em dia (o outro é a falta de autoridade). Mas no caso desta minha amiga, foi a escola que lhe calhou. Penso que podem concorrer por regiões geográficas e não a escolas especificas.

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  17. Há muito exagero, cultura do medo e da ansiedade. Temos de aprender a viver com o vírus.

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  18. Concordo com tudo o que escreveste. Acho que veio agravar. Olha, btw, já recebi o livro

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  19. É os QZP (quadros de zona pedagógica). São 12 zonas do país, onde se candidatam a todas as escolas dessa área. Por exemplo o de LVT tanto pode colocar em Vila Franca de Xira, como em Alcácer do Sal. Claro que é mais fácil conseguir colocação numa área como o Algarve do que numa zona do Porto ou do litoral.
    Os candidatos podem candidatar a agrupamentos de escolas específicos, só que quem tem números de ordenação altos, é meio caminho para não conseguirem colocações. Daí que concorrem a todas as daquela área. E quem está com números muito altos que se limitam a colocar o certo nos 12.
    Infelizmente sempre funcionou assim. Conforme vão tendo tempo de serviço, conseguem subir e já se candidatam só ás vagas da zona próxima da residência. Há mais de 30 anos que é esse o sistema. Até era um esquema que foi usado com os médicos e enfermeiros até 2003, altura em que nasceram os "hospitais empresa" e se acabou a listagem nacional de candidatos.

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  20. Pois é isso Quadros de Zona Pedagógica. É muito difícil estabilizar uma vida com essas condicionantes ainda para mais agora com o aumento do preço dos combustíveis.

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