Contrastes no regresso

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Aos poucos começamos a regressar à normalidade.


Vou partilhar o que tenho visto nos últimos dias. Tenho verificado duas diferentes reações.


 


Na 6ª feira, de 120 pessoas, no trabalho, estavam fisicamente 8. Apesar de ainda estar previsto o teletrabalho, como era encerramento do mês de Abril, a Empresa deu a possibilidade de quem quisesse voluntariamente ir às instalações. Praticamente ninguém foi. Apesar da rede ser mais lenta em casa, se perderam dinâmicas de equipa, as pessoas parecem valorizar a poupança no combustível e o comodismo.


Algumas usam a desculpa de que vivem com os pais, têm medo, etc - honestamente parece-me o argumento que dá jeito. (Para quem tem funções mais individuais, até me parece bem continuar quem quiser em trabalho remoto).


Eu regressei logo mal pude, para criar rotinas e notei logo que consegui desligar mais cedo e deixar o computador no escritório. Podem não acreditar, mas ou é pela rede, ou pela falta de compromissos, mas trabalho muito mais horas e tenho mais dificuldade em me desligar em casa do que no escritório! Esta semana elucidou-me a conclusão acumulada de um ano.


 


No sábado, fui com o meu pai e a minha irmã jantar fora. Chegamos às 19h45m e já estava o restaurante lotado (e não é propriamente pequeno). Queríamos matar saudades de uma francesinha seis meses depois, enquanto fazíamos horas passamos na zona dos bares da praia de Espinho. O que vi? Imensa gente acotovelada,  a falar umas em cima das outras sem máscara e nem sequer estava nortada a justificar as pessoas a protegerem-se do vento.


Na volta, os principais restaurantes estavam cheios incluindo os mais careiros de marisco. Estava bom tempo, início do mês, mas mesmo assim, não vi crise.


 


Conclusão: há pessoas que continuam receosas, mas muitas estão acomodadas para o que lhes convém, com cada vez menos perceção do risco e  vejo pouca crise. 


 


PS: No regresso a casa na 6ªf, apanhei imenso trânsito. No regresso à normalidade, verifiquei que nada foi feito pelos Institutos e organismos que regulamentam o mesmo no sentido de o melhorar...

Comentários

  1. Para não falar da irresponsabilidade da multidão ontem nos festejos

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  2. Por aqui o cenário é similar...
    Dia Feliz!
    Cuida-te!

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  3. Eu tambem regressei mal tive hipotese e notei varias coisas :
    O facto de desligar o pc, deixa-lo no trabalho e nao ter aquele vicio horrivel de ligar no sabado e domingo, para qualquer urgencia.
    Mas, ao mesmo tempo, ha colegas que nao voltaram e não pensam em voltar. Eu quis voltar, ver pessoas, conversar, sei la.
    Em compensaçao, vejo muitas pessoas a passear e os restaurantes cheios.

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  4. Eu quero ir aí este ano, não me lixem!

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  5. "consegui desligar mais cedo e deixar o computador no escritório. Podem não acreditar, mas ou é pela rede, ou pela falta de compromissos, mas trabalho muito mais horas e tenho mais dificuldade em me desligar em casa do que no escritório."

    A minha sobrinha diz exactamente o mesmo.
    Agora, tem ido uma a duas vezes à empresa, os outros dias está em teletrabalho.

    Ainda não arrisquei almoçar ou jantar fora de casa.
    Fui à praia no fim de semana passado, mas vou para a zona distante do centro, pelo que estou à vontade.
    Mas verifiquei que nesta zona já começam a aparecer as viaturas estacionadas na área preservada.
    Vou começar a enviar fotografias dos veículo.
    Começa o desrespeito pelo pinhal e pelo ambiente.



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  6. Eu também já vou começar a ir todos os dias, mas por mim, mantinha-me em casa. É que prefiro mesmo. Vá 1 vez ou 2 no escritório máximo.

    Mas se dá para umas coisas....

    Beijocas

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  7. Brincas, não?
    Mas em Portugal só se faz alguma coisa se houver eleições...
    Infelizmente!

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  8. Gostaria de dizer que por aqui é diferente, mas não, tudo igual.
    Beijinhos

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  9. Também tenho presenciado a situações semelhantes. As pessoas esquecem-se que têm que continuar a ter os cuidados quando saem. Só espero que as coisas não voltem a piorar.

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  10. Tudo igual, portanto. Aprendemos quando as coisas nos afetam, mas temos memória curta!
    Não percebo o conceito de normalidade aqui, confesso. Como é normal acharmos que voltamos ao que existia antes?
    É quase como ter um cancro do pulmão porque se fumou que nem um desalmado, ultrapassá-lo e, daí a pouco, voltar a fumar...

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  11. Vivo no Algarve e há duas semanas já não encontro estacionamento para o carro, se pudesse vinha a pé já, mas moro em outra cidade.
    Já os restaurantes e esplanadas, tudo cheio..

    Os números aqui já estão a aumentar, mas acho que também é da culpa das explorações agrículas..
    Vamos la ver..

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  12. Estou a ver que é generalizado. As pessoas andam ansiosas por laurear a pevide.

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  13. As pessoas andam a desconfinar, mas depois parece que só têm receio para o que lhes convém!

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  14. Há mais vacinas, há mais pessoas de risco vacinadas, mas se as pessoas deixam as máscaras...

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  15. ainda bem que não sou só eu com esse feeling.

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