
Não deixa de ser irónico que o mesmo país que há oito anos atrás escorraçou os seus licenciados para a emigração, esteja agora a recorrer à ajuda de médicos e enfermeiros alemães para o acudir.
Já o escrevi aqui: uma das maiores desilusões para um recém licenciado no seu 1º emprego de 23 anos foi ouvir os seus governantes a promoverem a emigração para quem ambicionasse um salário e condições de vida razoáveis e para não serem "piegas".
O discurso infantil e irresponsável teve consequências: uma fuga de talentos e em plena crise, precariedade e sujeição ao que havia. Nestes dias pagamos a fatura. Ela viria e chegou: Janeiro e Fevereiro de 2021.
Tens toda a razão! Para além de ficarmos sem os talentos, que nos poderiam ajudar a sair da cauda da Europa, ainda estamos a financiar os países mais ricos, pagando-lhes os estudos. Assim, recebem-nos prontos a trabalhar, sem quaisquer despesas na sua formação
ResponderEliminarBoa semana!
essa é outra perspetiva muito interessante. Pagamos os estudos para depois outros países beneficiarem desses conhecimento.
ResponderEliminarFormar talentos e deixá-los fugir é uma das maiores desgraças do país.
ResponderEliminarMuitos vieram para aqui.
Triste, muito triste.
ResponderEliminarSubscrevo Último
ResponderEliminarBeijinhos
Feliz Dia
Tens tanta razão
ResponderEliminarEu saí e sinceramente, apesar de todas as dificuldades, encontrei uma qualidade de vida que não tenho em Portugal.
ResponderEliminarCá em casa temos uma máxima: se algum dia nos pagarem metade e nos derem as mesmas regalias do que ganhamos aqui voltamos. Mas isso está longíssimo de acontecer e não é com a promessa atual de que se voltares te damos um contrato de um ano que vamos cair na tentação (nem nós nem muitos outros). Somos funcionários públicos aqui... não vamos jogar a nossa vida desta maneira por um suposto sentido de missão.
Mas o desinvestimento na saúde é já antigo e não vai mudar com a crise económica que se aproxima, infelizmente. Um grande beijinho!
É só triste, mesmo. Nem há explicação. Mas por outro lado, é bem feito. Agora paguem.
ResponderEliminarBons gestores, como sempre.. (not)
Beijocas
E o custo dessa fatura... são vidas humanas! :-(
ResponderEliminarE mesmo agora que precisam, continuam a "oferecer" condições miseráveis! :((
ResponderEliminar(não é por acaso que os poucos profissionais disponíveis preferem a emigrar...)
Boa noite!
Cuida-te!
Pois mandámos embora os nossos filhos que nos custaram tanto a educar. .... e o dinheiro que se gastou na sua educação, por nós e pelo Estado (que somos todos nós!). Vieram buscá-los empresas estrangeiras :((( !!!
ResponderEliminarAs contas vão sendo feitas e aí é que se vê o tamanho da fatura. Abraço 😉
ResponderEliminarContinua a ser uma das grandes vergonhas do nosso país. ..
ResponderEliminarFoi a pior forma de definir a crise.
ResponderEliminarAgora, estamos pior e eles não voltam.
E vamos pagar aos de fora a ajuda que estão a prestar.
País triste, este.
Governantes de m...
Último,
ResponderEliminarcreio que isso foi dito pelo PM da altura Passos Coelho.
Bom mas deixa-me dizer uma coisa que pode chocar mas vale o que vale... Trabalhei numa empresa em que a nota mínima para se entrar era de 14, de Licenciatura. E digo-te ùltimo que notava-se bem a diferença daqueles que entraram com 16 e 17 valores e aqueles que entraram com 14.
O problema é que aqueles que acabam os cursos com 12 valores querem ter as mesmas oportunidades e os mesmos empregos daqueles que acabaram com 15 ou 16.
Mas posso dar outro exemplo. O meu filho mais novo ao fim dos primeiros três semestres tinha feito uma meia dúzia de cadeiras quando deveria ter 18.
Um dia um professor disse que estar na faculdade só para ter uma licenciatura não fazia sentido. Havia que trabalhar e estudar mais.
Bom o resultado é que o meu jovem que ao fim das 6 cadeiras teria aí uma média de 10 e pouco acabou o curso com média de 15 e mestrado com 19. Hoje é um dos professores da faculdade!
Eu sei que muitos jovens não gostam do que escrevi... mas a competência, o esforço também se vê nestes detalhes.
Faltou dizer isto ao PM da altura.
Sim, foi o Passos Coelho.
ResponderEliminarNaturalmente que há uma seleção natural das empresas com base nas médias e por conseguinte no nível salarial. Na minha empresa de auditoria, só entravam pessoas de 3 universidades no escritório do Porto: U. Porto, Católica e U. Coimbra. O resto nem sequer era contactado e a média também era 14 como mínimo.
A questão é que na altura foi tudo generalizado, havendo uma fuga de talentos e onde só a média não chegava.
Acaba por ser uma contradição e sobretudo a mensagem que se passou na altura. O nosso país e os pais desses estudantes a fazer sacrifícios para pagar os estudos para depois ir para fora com melhores condições.
ResponderEliminarLembro-me que na minha área (auditoria) era Angola que estava a dar. Sem recursos lá, estavam a ir pessoas do Porto e Lisboa temporárias para Angola com boas ajudas de custo. Alguns até acabaram por ficar permanentemente por lá.
Sei que nas empresas de auditoria as coisas tendem a ser naturalmente diferentes.
ResponderEliminarMas depois de ter escrito o comentário acima lembrei-me de alguns colegas com quem trabalhei. E há um deles (hoje director de um departamento da empresa) que me disse certo dia: sabes, podia ganhar mais dinheiro lá fora, mas aqui tenho... tempo!
A opção dele foi ficar. E ganhou com isso porque aqueles que não quiseram ficar na empresa na altura do concurso estão alguns apeados de trabalho e outros a ganhar muuuuuuuito menos que ele.
Poções e sorte também!
Isso é das sortes
ResponderEliminarMas Angola piorou e muitos vieram embora.
ResponderEliminarA filha de uma amiga minha, enfermeira, foi para Tenerife.
Na altura era dos lugares que ainda tinha vagas.
E por lá ficou, o companheiro foi a seguir, estão do dois muito bem de vida, já têm duas filhas, e a minha amiga, que se reformou em 2019,vai lá várias vezes no ano.
Sim Angola é chão que já deu uvas. Com a diminuição do preço do petróleo ali anos 2015 que começou a queda. Depois a mudança no poder...
ResponderEliminaré um contrasenso. só regressa quem quer voltar por questões afetivas ou ficou desempregado.
ResponderEliminarés um exemplo do que escrevi. Percebo perfeitamente o que escreves. no teu lugar faria o mesmo.
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