Faz agora três meses em ficamos sem chão.
Algo que nunca tínhamos vivido ou presenciado. Um vírus que punha em causa a nossa existência, sem cura ou vacina, e para o qual todo o Mundo foi apanhado desprevenido, obrigava-nos a ficar trancados em casa.
Parece de um filme, mas foi o que nos aconteceu. Foi a nossa realidade.
Ficamos sem tapete, sem chão.
O futuro passou a ser uma incógnita.
A ansiedade e sobretudo o medo tomou conta de nós.
De repente, toda a nossa rotina mudou. Deixamos de "não ter tempo" para ter todo o tempo do mundo. Todos os planos saíram furados. Os noticários foram invadidos pelo vírus, não só pelos apelos para ficar em casa, bem como mensagens dos pivots:
Este apelo resume o primeiro semestre de 2020.: "aos nossos avôs foi-lhes pedido para irem à guerra, a nós para ficar em casa".
Aqui ao lado, em Ovar, houve uma cerca sanitária, algo que nem sabíamos o que era.
Passamos a valorizar os profissionais de saúde e a valorizar o Serviço Nacional de Saúde. Os nossos encontros sociais deixaram de existir. Passamos a trabalhar a partir de casa (algo impensável para patrão tradicional português), outros ficaram em lay-off, outros despedidos, passou a haver telescola e passamos a servirmo-nos muito mais de internet para praticamente tudo. Inclusivé para conhecermos e cuscarmos as casas de cada um.
Três meses depois, a recuperação é lenta, estamos ainda a viver a novidade e a aprender o novo "normal".
Aos poucos, as atividades económicas e consequente emprego vão sendo retomados. Quem já estava mal, seja emprego ou condições de vida, bateu no fundo. Haverá coisas que vão mudar, outras não. Uns andam com demasiada pressa em voltar ao normal, outros com demasiado receio. Para já andamos de máscara, sempre com a ameaça do vírus anda por aí.
Se tivesse que escolher uma foto, escolhia esta. Trata-se da escova e pasta dos dentes que tive que comprar neste regresso a casa dos pais, em teletrabalho, mas a trabalhar pelo menos até agora. É uma foto simbólica.

Reparei agora na fotografia na mensagem "Save water"! ![]()
Tempos de incerteza que requerem (re)adaptações constantes...
ResponderEliminarFica Bem!
Hoje fui pela primeira vez a um Centro Comercial à parte das lojas que voltaram a abrir, como a Bertrand. Na comparação com o antes foi estranho ver que todos estavam com máscaras. Como é que se irão agora ver os sorrisos?
ResponderEliminarÉ dificil toda esta adaptação. Ainda ontem via pessoas de máscara a irem para a praia..confesso que consigo adaptar-me bem a várias situações, mas esta não esperava de todo.
ResponderEliminarUma frase que me deixou a pensar ontem foi quando uma cliente minha se deparou comigo e me disse: que saudades de ver os teus lábios vermelhos.
Um vírus que mudou todas as nossas rotinas, que conseguiu pôr em causa tudo o que tínhamos por garantido.
ResponderEliminarAquele abraço, bfds
Mudou mesmo muita coisa, infelizmente acho que não mudou o que devia.
ResponderEliminarTambém já voltei ao trabalho, ando a tentar voltar à "normalidade" mas não é fácil e o medo está cá.
Beijocas
Temos de nos adaptar aos novos tempos.
ResponderEliminarAqueles que o conseguirem vão ultrapassar os desafios que nos esperam
Beijinhos
Feliz Dia
Vai ser muito mais fácil, concordo. O ser humano é de hábitos. Uma mudança brusca e inesperada que exige uma capacidade de reação imediata
ResponderEliminarNão mudou mesmo. Algumas coisas ainda mudaram para pior!
ResponderEliminarSem dúvida, o ser humano viu expostas as suas fragilidades
ResponderEliminareheheh ela reparou nos teus lábios xD
ResponderEliminarNos próximos tempos vai ser assim. Haja saúde
ResponderEliminarAinda não fui a nenhum shopping. tenho que ir renovar o meu cartão sonae sierra presente que ainda tem saldo e o prazo expirou durante a pandemia. Hoje disseram-me que estava o caos com uma bicha de pessoas para a primark do Norte shopping.
ResponderEliminarE o futuro ainda é incerto... :-(
ResponderEliminarÉ ainda mais assustador regressar ao 'normal' quando paira no ar a ameaça de uma segunda vaga.
ResponderEliminarUm belo resumo de tudo o que se passou e continua a passar. Sou dos que pensam em retomar mas ainda têm receio de dar um passo maior do que a perna.
ResponderEliminarDepende sempre dos cuidados, mas vejo ajuntamentos, patrocinados por políticos atrás de likes no twitter, sem qualquer responsabilidade. E o raio da vacina que tarda em aparecer ...
ResponderEliminarAcho que tem de ser progressivo. procuro fazê-lo :)
ResponderEliminarA não ser o ter voltado ao ginásio e ir buscar o sobrinho neto à creche, praticamente faço a mesma vida que fazia na altura do confinamento.
ResponderEliminarÓbvio que tenho saudades de sair para jantar fora, mas sinto que ainda não chegou a minha vez.
Tenho mais cuidados agora que anteriormente, sobretudo porque o desconfinamento trouxe toda a gente para a rua.
Ainda não fui, nem tenciono, para já, ir ao centro comercial.
Beijinho
Também ainda não voltei aos centros comerciais pq não precisei até agora.
ResponderEliminarPreciso de comprar uma saboneteira e queria ir ao Ikea pq vi umas no site que gostei e baratinhas. Porém vou esperar mais um bocadinho.
Voltei ao ginásio há duas semanas e só fui 2 xs até agora. Nas próximas duas semanas regressei a espinho pois são as regras do teletrabalho.