Como as coisas mudam

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Há uns anos atrás havia excesso de professores. 


Lembro-me da longa lista de docentes à espera de colocação. Havia demasiada oferta para pouca procura.


 


Uns anos depois, em 2019, há falta de docentes nalgumas disciplinas.


Não há procura para tanta oferta. Quantos e quantos professores foram forçados a mudar de profissão?


 


Dizem os entendidos que é preciso atrair jovens para a carreira docente.  


 


Claro, que existem jovens que gostam de ensinar e se revêm nessa profissão e ainda bem que os há.


Já o disse várias vezes no blog sobre as razões pelas quais não me atrai a carreira docente, tais como a falta de autoridade dos professores, a instabilidade das colocações (existe? Não existe? Onde?), um sindicato com causas discutíveis, etc. Enquanto isso não mudar, não haverá grandes adesões.


 


P.S.: O ministério aborda a possibilidade dos docentes ensinarem disciplinas fora da sua área de formação, fornecendo-lhe formação gratuita. O ensino quer-se de qualidade, é um facto. Mas para grandes males, grandes remédios. Concordo com a medida, desde que seja a dada a devida formação às pessoas que vão leccionar. 

Comentários

  1. " um sindicato com causas discutíveis"
    os sindicatos trataram da sua vidinha, foi um escape à escola, pouco se interessaram pelos reais interesses do seus colegas.

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  2. Juro que não consigo compreender como é que isso é possível. Somos tantos à procura de um lugar :/

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  3. Olá, boa noite.

    Da minha longa experiência no ensino, tenho sérias dúvidas acerca da formação. Terá de ser de longa duração, pois não é num ano lectivo que se adquirem competências de qualidade.
    Fiz mta formação, e,honestamente, nao achei que tivesse saído a saber mais.
    Pode ser que, atual/, o tipo de formação e formadores sejam adequados às reais necessidades dos alunos.
    Bom fim de semana. Beijo

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  4. Espero que sim, mas tbm acho que é preciso arranjar soluções. Não podem é ser Às três pancadas...

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  5. Aqui na minha zona já fecharam algumas escolas

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  6. A formação é só para as áreas paralelas aos cursos superiores, via ensino. Por exemplo: alguém que tirou uma licenciatura de línguas, não pode dar nada, além de Português até ao 9 ano (no público, no privado o nível 4-5 permitem dar Francês, Inglês e as outras línguas, que tenham feito na licenciatura, até ao 12). Com a alteração, voltamos ao pré-2004. Em que basta fazer o nível 5, mesmo que seja numa instituição externa/privada, para poderem dar aulas (até ao 9). O Inglês é uma confusão, pois o nível exigido não é possível de tirar cá em Portugal, exige que passem 6 a 12 meses na Inglaterra ou EUA (naqueles institutos privados, qualquer licenciado numa das áreas de línguas, faz o curso cá e vai passar 6 meses a Inglaterra, obtendo o nível necessário para dar aulas... há é o lado que também tem muito mercado, noutras áreas).
    Em Geografia, há mais de 20 anos que há problemas. Os cursos de ciências não tem via de ensino. O curso de História Natural permitia dar Geografia, entretanto quiseram que existisse uma área de ensino de ciências naturais, no mestrado, a maioria dos cursos nunca chegam a abrir por falta de alunos.
    O pior é mesmo a Informática. Exigem o Mestrado de uma das áreas de Engenharia Informática... ora já são poucos os que terminam essa área, onde existe um mercado gigantesco e muito (MUITO!!!!) bem pago. Quem é que se interessa em ir aturar miúdos birrentos para ganhar 1/10 do que pode ganhar em freelancer ou numa equipa de manutenção informática e/ou a desenvolver sistemas?
    O mesmo se passa com as disciplinas de Saúde, que eram habituais no 9 e 12 ano, como opção, onde eram jovens médicos que davam aulas, antes de obterem a colocação definitiva.
    Até na Educação Física, o mercado dos ginásios e PT, captura muita gente, deixando poucos para o ensino público.
    A área de ensino que está "apinhada" é a do ensino primário. Nessa é que são formados, anualmente, 2 a 5 vezes mais pessoas do que existem lugares nas escolas (públicas e privadas). Nesse sim a colocação é complicada e mais de 60% dos candidatos não é colocado (ou não aceita as colocações).

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  7. Como os tempos mudam... para pior :-s

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  8. Lembro-me de quando era mais nova, os professores eram uma autoridade.
    Eram respeitados por alunos, pais e encarregados de educação!!!
    Agora não acontece nada disso. Quem quer ser professor?
    Ainda por cima pela forma como são feitas as colocações ....

    Feliz Sábado
    Beijinhos

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  9. O meu avô, quando eu disse que ia para a faculdade, disse-me para seguir educação, porque a minha mãe era professora...
    A minha mãe disse logo que não.. aliás, eu também não queria, pois vi bem o que ela passou.

    Beijocas

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  10. Não fui muito além nos meus estudos contudo o meu sonho era a carreira de docente, mas sinceramente vendo o que eles passam com as colocações e depois a falta de autoridade e ainda o risco que correm, acho que fiz bem em não seguir o sonho!
    Bem, poderia ter seguido outras áreas, mas isso é outra história...
    Grande abraço para ti e um excelente domingo!

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  11. Não diria melhor. No caso da informática, acredito até que haja alunos que saibam mais que os professores. Basta ir ao youtube :))
    Na área da ed. física, acho que não há muito esse risco na medida em que a partir de certa idade, já não é fácil captar alunos para PT e dar aulas em ginásios já exige muito esforço.

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  12. havendo outras alternativas, são melhores neste momento.

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  13. Nem próximo... a maioria demora 3 horas a fazer uma coisa que demorava 10 minutos, se a tivessem aprendido ao computador. Ou queixam-se que estão a aprender com computadores, quando os telemóveis são muito melhores.
    Há um mercado grande para a "ginástica na idade". Acima dos 50 há muitos PT que só trabalham com grupos de pessoas mais velhas. É verdade que a grande maioria desses não podem dar aulas (no ensino público), por não terem a licenciatura de motricidade humana.

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