"2017-12-13 (IPMA) O Instituto Português do Mar e da Atmosfera - IPMA, a Agência Meteorológica Estatal de Espanha - AEMET e a Méteo-France acordaram entre si que algumas das tempestades e depressões passariam a ter nome, aquando da sua passagem pelo Oceano Atlântico e eventualmente pela região mais ocidental do Mar Mediterrâneo. Esta nomeação segue critérios específicos e acordados entre os 3 serviços, uma vez que a emissão de avisos meteorológicos é diferente de País para País.
Neste contexto, o primeiro serviço meteorológico a içar um aviso laranja e/ou vermelho de velocidade do vento e/ou rajada durante a passagem de uma tempestade ou sistema depressionário dará o nome à tempestade/depressão, sendo que após serem nomeadas, mantêm o nome durante toda a sua deslocação e até terminarem.
Após um período experimental que decorreu em novembro, o sistema que se implementou a 1 de dezembro nomeou a primeira tempestade, a ANA."
Os nomes é para evitar que se falem de "depressões tropicais", de modo a que possas ler 600000000000000000000 notícias sobre a mesma, com 30 datas diferentes, sendo a mesma informação e sendo servida como se fosse nova tempestade. Dando-lhe uma designação, todos os meios de socorro, protecção civil, autoridades internacionais e os media, tem de o usar. Mesmo nome=mesmas datas=mesmos acontecimentos. Basicamente é a mesma coisa que os EUA fazem com os furacões, para evitar pânico de um terminar e já estarem a falar que o mesmo vai chegar... no dia seguinte. Além do que foi dito acima, existe um comité que, de 6 em 6 anos, decide a listagem de nomes para usar em cada ano (Portugal, Espanha e França(de julho a julho do ano seguinte)). Assim que uma depressão tem rajadas de vento de 100kmh ou chuva muito intensa/trovoada, leva a um alerta laranja, o país declara-o e atribui-lhe o nome seguinte da listagem. Se passarem as 26 anuais, começam a usar os nomes do ano seguinte. Caso gastem os nomes todos antes da nova reunião, passam a designar as tempestades com A, B, C... até à nova reunião (2023).
Bem...já ouvi dizer que as que tem nome de mulher são mais poderosas! Mas deve ser treta... Uma vez ouvi que era quem o descobrisse primeiro, dava um nome no seguimento do alfabeto! Grande abraço.
Um nome feminino depois masculino é por aí adiante, por ordem alfabética. É uma moda recente aqui para estes lados, nos EUA já usam há muito tempo. Assim é mais fácil para os avisos noticiosos e todos os envolvidos como bombeiros, hospitais, etc. Mas isto é uma teoria, vou verificar e se não estiver correcto, volto cá.
Os nomes vão sendo escolhidos de forma a irem rodando os 3 países (na costa do canal da Mancha, e Escandinávia fazem o mesmo... alguns nomes assustam ). Se uma destas passar o Golfo da Biscaia e atingir a Inglaterra mantêm o nome que lhe seja entregue por Portugal ou Espanha. (Portugal tem a vantagem que define a entrega de boa parte dos nomes das tempestades: Açores.) O inverso também se aplicava, mas as tempestades de norte para sul costumam ser na Primavera ou Verão, raramente chegam a receber nome. Se provocar a morte a 20 pessoas, ou mais, e/ou provoque danos acima de 100 milhões de euros, esse nome não pode mais ser usado. (No caso dos EUA são 10 mortos e 1000 milhões de dólares de prejuízos.) Assim, mesmo daqui a muitas décadas, o nome de Elsa só pode ligar a esta depressão tropical, que atingiu Portugal e Espanha, entre dias 16 a 21 de Dezembro de 2019. Dá jeito quer para o estudo dos movimentos atmosféricos como para os dados da protecção civil. Em vez de darem datas e terem listas que podem ser baralhadas, passam a ter um nome que só se pode ligar a uma janela temporal.
Está aqui a explicação. :) Por acaso já me tinha perguntado sobre isso, julgo que desde o Leslie, e na altura fui pesquisar. Faz algum sentido. Que esta Elsa vá pra longe, e o Fabien seja manso! Estou farta deste tempo. -.-
ResponderEliminarhttps://www.ipma.pt/pt/media/noticias/news.detail.jsp?f=/pt/media/noticias/arquivo/2017/nomear-tempestades.html
"2017-12-13 (IPMA)
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera - IPMA, a Agência Meteorológica Estatal de Espanha - AEMET e a Méteo-France acordaram entre si que algumas das tempestades e depressões passariam a ter nome, aquando da sua passagem pelo Oceano Atlântico e eventualmente pela região mais ocidental do Mar Mediterrâneo. Esta nomeação segue critérios específicos e acordados entre os 3 serviços, uma vez que a emissão de avisos meteorológicos é diferente de País para País.
Neste contexto, o primeiro serviço meteorológico a içar um aviso laranja e/ou vermelho de velocidade do vento e/ou rajada durante a passagem de uma tempestade ou sistema depressionário dará o nome à tempestade/depressão, sendo que após serem nomeadas, mantêm o nome durante toda a sua deslocação e até terminarem.
Após um período experimental que decorreu em novembro, o sistema que se implementou a 1 de dezembro nomeou a primeira tempestade, a ANA."
Os nomes é para evitar que se falem de "depressões tropicais", de modo a que possas ler 600000000000000000000 notícias sobre a mesma, com 30 datas diferentes, sendo a mesma informação e sendo servida como se fosse nova tempestade. Dando-lhe uma designação, todos os meios de socorro, protecção civil, autoridades internacionais e os media, tem de o usar. Mesmo nome=mesmas datas=mesmos acontecimentos.
ResponderEliminarBasicamente é a mesma coisa que os EUA fazem com os furacões, para evitar pânico de um terminar e já estarem a falar que o mesmo vai chegar... no dia seguinte.
Além do que foi dito acima, existe um comité que, de 6 em 6 anos, decide a listagem de nomes para usar em cada ano (Portugal, Espanha e França(de julho a julho do ano seguinte)). Assim que uma depressão tem rajadas de vento de 100kmh ou chuva muito intensa/trovoada, leva a um alerta laranja, o país declara-o e atribui-lhe o nome seguinte da listagem. Se passarem as 26 anuais, começam a usar os nomes do ano seguinte. Caso gastem os nomes todos antes da nova reunião, passam a designar as tempestades com A, B, C... até à nova reunião (2023).
Com nomes de mulheres são mais violentas
ResponderEliminarBeijocas
Isso não sei mas eles erraram no nome. Antes do Fabien vinha a Lara. Lara Fabien ehehehe
ResponderEliminarAbraço
A equipa da Rádio TugaNet
Sabes que também tenho essa curiosidade?
ResponderEliminarQual o critério e quem dá o nome??
Beijinhos
Feliz Dia!
Não há critério, o que interessa é que trazem destruição.
ResponderEliminarBem...já ouvi dizer que as que tem nome de mulher são mais poderosas!
ResponderEliminarMas deve ser treta...
Uma vez ouvi que era quem o descobrisse primeiro, dava um nome no seguimento do alfabeto!
Grande abraço.
Por acaso, era algo que gostava de perceber :p
ResponderEliminarNão fiquei muito convencido :)))
ResponderEliminarAlgum deve haver, digo eu. Até nomes estrangeiros dão.
ResponderEliminar:) não faço ideia, mas dar nomes estrangeiros é estranho.
ResponderEliminareheheh
ResponderEliminarUm nome feminino depois masculino é por aí adiante, por ordem alfabética. É uma moda recente aqui para estes lados, nos EUA já usam há muito tempo. Assim é mais fácil para os avisos noticiosos e todos os envolvidos como bombeiros, hospitais, etc.
ResponderEliminarMas isto é uma teoria, vou verificar e se não estiver correcto, volto cá.
Obrigado. daí o nome francês do fabien :)
ResponderEliminarObrigado Andy. Não sabia a razão, daí o nome francês para a de hoje. Dada a razão operacional, faz sentido!
ResponderEliminarOs nomes vão sendo escolhidos de forma a irem rodando os 3 países (na costa do canal da Mancha, e Escandinávia fazem o mesmo... alguns nomes assustam ). Se uma destas passar o Golfo da Biscaia e atingir a Inglaterra mantêm o nome que lhe seja entregue por Portugal ou Espanha. (Portugal tem a vantagem que define a entrega de boa parte dos nomes das tempestades: Açores.) O inverso também se aplicava, mas as tempestades de norte para sul costumam ser na Primavera ou Verão, raramente chegam a receber nome.
ResponderEliminarSe provocar a morte a 20 pessoas, ou mais, e/ou provoque danos acima de 100 milhões de euros, esse nome não pode mais ser usado. (No caso dos EUA são 10 mortos e 1000 milhões de dólares de prejuízos.)
Assim, mesmo daqui a muitas décadas, o nome de Elsa só pode ligar a esta depressão tropical, que atingiu Portugal e Espanha, entre dias 16 a 21 de Dezembro de 2019. Dá jeito quer para o estudo dos movimentos atmosféricos como para os dados da protecção civil. Em vez de darem datas e terem listas que podem ser baralhadas, passam a ter um nome que só se pode ligar a uma janela temporal.