O novo Governo

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Formar um governo não deve ser tarefa fácil. As posições são demasiado importantes e poderosas para não serem devidamente ponderadas. Muitos egos para gerir.


 


Se um governo tem demasiada gente ligada à vida empresarial, pode tender a ceder aos interesses dos privados sem acautelar o público.


Se um governo tem demasiada gente ligada à vida política, tende a dar azo à troca de favores políticos ("tachos") e desconhece as dificuldades do dia-a-dia dos agentes económicos.


 


Isto a propósito da nomeação do novo governo de Portugal.  As mesmas caras, muita família envolvida (mesmo assim, um dos ministros pareceu ter ficado ofendido pela sua esposa não ter continuado no governo?!), e muitos jotas sem grande sensibilidade. 


 


Quando o atual ministro da economia tomou posse, critiquei o facto de uma equipa de economistas do Norte, ter sido trocada por advogados de Lisboa. O peso partidário pesou sobre o terreno. Uma das secretárias de estado demitidas (ou forçada a demitir) é das pessoas com melhor conhece o tecido empresarial.


 


Acho que falta esta sensibilidade na escolha do governo. Outras escolhas infelizes são pessoas suspeitas de negócios menos claros nas suas autarquias ou miúdos da Jota (e promovidos pela imprensa como TSF) que celebra contratos com empresas de exploração de lítio com contornos possivelmente ilegais.


 


Nem tudo é mau. Há mais mulheres no Governo. Não há "a esposa" de outro ministro do aparelho partidário, mas há a filha do "ex ministro". E isso levanta a questão: chega a ministra pela competência e conhecimento ou por ser "Vieira da Silva"?

Comentários

  1. As escolhas não são infelizes. Nao

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  2. Desculpa. Nao concluí.
    As escolhas não são infelizes. São as adequadas para agradar os amigos e não o país. Há que destribuir tachos, o resto logo se vê.

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  3. Ainda não vi a formação do governo!

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  4. Agora são os amigos do Costa e a família mais chegada :-D

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  5. Talvez, por terem colado muito cartaz e agitado muitas bandeiras!

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  6. Sou totalmente contra o n.º de "pastas" (leia-se "tacho")
    Ok, eu sei, somos um país do 1.º mundo ;)

    Bom post.
    Abraço.

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  7. O Ministro "ofendido" é meu amigo.
    Foi quem me mostrou Macau quando aqui cheguei.
    E sim, tem muito mau feitio.

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  8. Mas estas escolhas são todas para agradar única e exclusivamente o lado deles.
    Se por acaso não vingarem na política, vão para uma outra empresa qualquer.
    E muitos, como já veio ao de cima, nem estudos têm.

    Ai, não me posso enervar com isto! =P

    Beijocas

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  9. Nunca deixarão de existir "panelinhas" e "tachos"...
    E isso para mim é lamentável quando será sempre o zé povinho a pagar!
    Mas os Portugueses não aprendem, mesmo quando tem o voto para fazer diferente e mesmo assim não agem!
    Grande abraço.

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  10. Se quantidade significasse qualidade... tenho algumas dúvidas.

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  11. já começo a achar que algo cultural, infelizmente. Porém ignorarmos ainda é pior.

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  12. Há pouquíssimas mudanças, com as relações familiares a manterem-se...

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  13. Parece algo cultural em portugal e é uma pena. é uma má prática continuada.

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  14. Mesmo assim, pelo que ouvi mudaram várias cadeiras.

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  15. Não as suficientes para garantir mais idoneidade e conhecimento da realidade.

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  16. Francamente, ando afastado dessa realidade. Não tenho conseguido acompanhar, mas, seja de que forma for, neste ou noutro, há sempre um fator de amizades que não dá para escamotear.
    Resta esperar para ver o que vai acontecer.

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