
[Este post vai atrasado, mas só hoje o escrevo]
Há dias na nossa vida que nós não esquecemos. O 11 de Setembro de 2001 é um deles. Não é algo pessoal e talvez seja dos acontecimentos internacionais, que não envolvam o nosso dia-a-dia, a nossa família, amigos ou país que conseguimos facilmente recordar.
Eu tinha 13 anos. Estava em casa dos meus avós. A notícia tinha invadido a tarde televisiva. A surpresa, o choque, a novidade e o ataque à potência. Pela primeira vez, o termo "terrorismo" entrou no meu vocabulário.
Na 4ª feira, passaram dois documentários no canal História. Em ambos se notou como os EUA (e o mundo) não estavam preparados. A resposta foi descoordenada, confusa e onde ninguém sabia o que fazer e como reagir.
18 anos passaram. O mundo mudou. A luta de religiões, a guerra, a ameaça constante, a divulgação das atrocidades árabes contra os "infiéis" e contra as "mulheres" chegaram ao de cima. Estaremos mais seguros?
Pelo contrário, estamos mais expostos - de um lado eles, do outro outros eles, sejam judeus israelitas a quererem anexar mais territórios sejam evangelistas brasileiros ou norte-americanos a liberalizarem as armas, sejam xiitas em guerra com sunitas ou budistas com rohingya ou até o estado chinês reprimindo budistas tibetanos ou ugures muçulmanos...
ResponderEliminarO 11 de Setembro apenas mostrou que o Ocidente não podia continuar a fingir que tudo se passava lá longe.
Abriu uma cratera na defesa interna dos EUA mostrando que não há infalíveis.
ResponderEliminarE repara como, mesmo com o espaço Schengen e os refugiados, continuamos a ter menos ataques na Europa do que nos EUA - porque o terrorismo tem sido, depois do 11 de Setembro, essencialmente terrorismo interno. Lá e cá.
ResponderEliminarNa europa temos tido vários. qto ao terrorismo interno dos eua, a informação chega cá muito filtrada.
ResponderEliminarLá também é muito filtrada.
ResponderEliminarOs vários que tivemos foram perpetrados, maioritariamente, por nacionais. Lá também... daí Trump ter tentado (não sei se conseguiu) a retirada de nacionalidade norte-americana a filhos de imigrantes e a alteração da atribuição da cidadania.
Olá! :)
ResponderEliminarTens razão... é um acontecimento difícil de esquecer (e muito fácil de recordar)...
No momento do ataque, estava a trabalhar no SAP (vulgo, "urgência" do Centro de Saúde)... de repente, tudo deixou de ser "urgente"... na sala de espera, apinhada de gente, imperou um silêncio "assustador", os utentes ficaram "colados" ao ecrã da televisão... ninguém queria acreditar no que estava a ver...
De facto, não sei se estamos mais ou menos seguros desde aquele dia... o que sei é que tomámos "consciência" da nossa vulnerabilidade...
Não estamos nada mais seguros, cada vez a exposição é maior
ResponderEliminarEu tinha 21 anos e estava a trabalhar, quando vi as imagens. Se há algo que o 11 de Setembro provou é que ninguém está seguro. Os atentados que têm acontecido, durante todos estes anos são mais uma prova.
ResponderEliminarEstava na av da República, Lisboa. Vi gente parada a olhar para uma tv de uma montra. Olhei, pensei ser um filme. Pelos comentários percebi que estava errada.
ResponderEliminarO mundo ficou muito menos seguro e nós cada vez mais controlados e vigiados.
Odio e xenofobia aumentaram bem como os nacionalismos.
Boa noite. Um feliz domingo
Estamos seguros até outro maluco se lembrar de matar friamente!
ResponderEliminarNão acredito mais na segurança do mundo!
Por muito que nos pareça estarmos num momento pacífico, calmo, todos sabemos que é fogo de vista!
Grande abraço.
Duvido que estejamos mais seguros...
ResponderEliminarMas também me lembro bem desse dia.
Beijocas
a tua frase remata tudo. não há invencíveis.
ResponderEliminarHá sempre alguém a preparar um atentado em nome de quê? Nem eles próprios sabem!
ResponderEliminartambém te lembras :)
ResponderEliminarnão trouxe nada de bom.
como fiz a mjp demonstrou a nossa vulnerabilidade!
ResponderEliminarLembro.muito bem. Um dia que o impensável aconteceu.
ResponderEliminarPerdemos muito em termos de liberdades individuais.
Curioso o facto de nesse dia também eu estar em casa, no caso, da minha avó. Sem dúvida algo de muito complicado e que, por outro lado, ajudou a abrir os olhos. Se estávamos mal preparados? Estávamos, mas também não é suposto recebermos um ataque naquelas dimensões. Por outro lado, agora os ataques são outros e todos estamos muito mais vulneráveis e menos seguros.
ResponderEliminareramos miúdos e as férias eram casa dos avós, no campo :)
ResponderEliminarNão estamos seguros!!!
ResponderEliminarInfelizmente!!!
Beijinhos e Feliz Semana!
Um dia muito quente, por cá, tremi, não era possível as Torres estare a arder, as pessoas que se atiravam das janelas que pediam ajuda... e as imagens que passavam a toda a hora.
ResponderEliminarAo final do dia, o olhar dele, perdido, silencioso, que viam e não viam as imagens, os filhos pequenos, a mulher que tentava tirar dele um sorriso, uma palavra, o silêncio quase atroz daquele jantar, que jamais esquecerei para todo o resto da vida, o meu cunhado estava doente, muito doente.
Dia 11 de Setembro está gravado na minha memória.
Uns anos depois, 2006, também não me passaria pela cabeça que iria a Nova Iorque e estaria lá, junto aos"muros" que cercavam o que foram as Torres, com as fotografias de todos os que morreram neste maldito ataque que mudou o mundo.
Uma data que nos marcará até ao fim! E a tua pergunta final é, para mim, imprescindível, porque tenho dúvidas quanto à nossa segurança
ResponderEliminarA reação, aos atentados, veio criar ainda mais ódio! Estamos mais vulneráveis, as guerras não se ganham, nem se mudam mentalidades em pouco tempo. Só a evolução das mentalidades pode criar uma melhor compreensão das diferenças.
ResponderEliminarAcho que nenhuma pessoa consegue esquecer esse dia!
ResponderEliminarBjxxx
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Difícil alguma vez esquecer.
ResponderEliminarPartia para Nova Iorque no dia seguinte.
Aquele abraço, boa semana
Tens razão: há imagens que "colam" à nossa memória para sempre.
ResponderEliminarO mundo não esperava uma coisa daquelas, e hoje...?!
Não, não estamos mais seguros! Talvez mais conscientes, mas e os responsáveis por extremismos de toda a ordem? Continuam a dormir descansados, numa obscenidade inclassificável.
como são extremistas vivem com essa obsessão.
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