Um ministro da economia advogado

200px-Pedro_Siza_Vieira.jpg


Fico um pouco surpreendido quando vejo que foi nomeado um novo ministro da Economia que tem formação e experiência profissional em ... Direito. Ver aqui. Se for conhecedor da realidade e tiver competências, menos mal.


 


O problema são os conflitos de interesses entre funções públicas e empresariais.


Entre trabalhar como advogado para grandes lobbies e depois desempenhar cargos públicos em gere o bem comum.


Entre ter um processo no Tribunal Constitucional por ser sócio gerente de uma empresa imobiliária constituídas um dia antes de tomar posse.


 


Sigo no LinkedIn a atual Secretária de Estado da Industria. Quase todos os dias publica notícias ou fotos das visitas que faz às empresas... à economia real. 


Assim, deve ser a postura de um político: deixar o gabinete em Lisboa e governar conhecendo a realidade, ouvindo a população e no caso da economia, vivenciando com os diferentes agentes para saber como governar e as necessidades.


 


P.S.: Algumas pessoas que se dizem muito liberais, já fizeram questão de associar Graça Fonseca à sua orientação sexual em vez de se falar da ... sua competência para o cargo. A prioridade da crítica surpreende.


 


É assim que querem combater a abstenção nas eleições? Que regressem emigrantes para Portugal?

Comentários

  1. Era melhor se fosse formado em Economia, mas pode ser que até faça um bom trabalho.

    ResponderEliminar
  2. Infelizmente nestes casos existem sempre muitos interesses envolvidos!

    Bjxxx
    Ontem é só Memória (http://ontemesomemoria.blogspot.pt/) | Facebook (https://www.facebook.com/ontemesomemoria/) | Instagram (https://www.instagram.com/pequenabonecadetrapos/)

    ResponderEliminar
  3. O ex ministro da saúde era médico e não foi por isso que houve melhorias significativas nessa área.

    ResponderEliminar
  4. Fiquei com a sensação de que esta remodelação não teve em conta a governação, mas a coesão do Governo e o combate político. É pena que os políticos pensem mais neles do que na Nação.
    Quanto a Graça Fonseca, acho que é muito competente, e a sua orientação sexual, só a ela diz respeito. Com tanto debate sobre a igualdade de género e orientação sexual, infelizmente, ainda, continuamos num pântano.

    ResponderEliminar
  5. Um ministro é um gestor. Deu aulas de vários níveis de fiscalidade e contratação pública.

    O ministro da economia vai ter de negociar tratados e acordos, do que tocar na parte prática da actividade, que está entregue ao ministério das finanças. A maioria dos economistas acaba por fazer mestrados numa das áreas de direito, pois são adjacentes.

    ResponderEliminar
  6. A ver é se não é "mais do mesmo".
    A seu tempo...

    Beijocas

    ResponderEliminar
  7. Não ache que substituir um independente (embora teórico) por um especialista em contratos na pasta da economia vá melhorar alguma coisa, nem credibilizar a pasta, sinceramente.

    Não conheço nenhum economista nessa situação. Aliás a maioria dos economistas são financeiros/gestores :) uma minoria trabalha em investigação, outros em economia pp dita, mas esses ou têm muita sorte, ou têm o factor "c" ou "jota" do seu lado :)

    ResponderEliminar
  8. Estas nomeações têm muito a ver com outras coisas (aventais) e muito pouco com competência ou não.

    ResponderEliminar
  9. Gestão e economia são semelhantes nos cursos superiores e nas funções desempenhadas, a maior diferença é na área administrativa, onde está o direito administrativo e fiscal. São 4 a 6 cadeiras de diferença entre um e outro (gestores tem a área psicológica que o economista troca por cadeiras de direito e temática globais). A grande maioria dos economistas/gestores tiram pós graduações ou mestrados ou doutoramentos noutras 2 áreas: direito e contabilidade.

    Porque, ao contrário do que a grande maioria das pessoas acha, um economista sabe muito pouco de contabilidade e de números. São 2 cadeiras de contabilidade (uma delas é estatística que é mais matemática que contabilidade) contra 6 de direito. É por isso que escrevem muito e dão aulas.

    ResponderEliminar
  10. E ver o retorno dos ajudantes de campo do Sócrates ...

    ResponderEliminar
  11. "deixar o gabinete em Lisboa e governar conhecendo a realidade, ouvindo a população e no caso da economia, vivenciando com os diferentes agentes para saber como governar e as necessidades" - Não poderia estar mais de acordo ;)

    ResponderEliminar
  12. Pensei e comentei o mesmo que tu, mal anunciaram os novos ministros.
    Admito, faz-me confusão este trabalho "fora da área de formação", como que por magia...

    ResponderEliminar
  13. O mal é que muitas vezes o que conta para determinada posição, não é o curriculo ou a experiência, mas sim ser um boy do partido. O chamado cacique...

    ResponderEliminar
  14. Diz o povo que " à mulher de C+esar não basta ser séria tem de parecer".
    O novo Ministro da Economia não conheço. Por isso dou-lhe o benefício da dúvida.
    Aguardemos, pois!

    ResponderEliminar
  15. Sim, pode ter competências, mas as dúvidas quanto aos conflitos de interesse enquanto cidadão deixam-me desconfortável.

    ResponderEliminar
  16. Infelizmente parece-me ser o caso ...
    Mesmo que seja alguém investigado por conflitos de interesses públicos e privados e um homem de gabinetes e lobbies que da economia real pouco ou nada percebe.

    ResponderEliminar
  17. Na minha licenciatura só tive duas cadeiras de direito e por acaso não conheço ng que esteja na área de direito. Mas voltando ao tema, será que o curriculum do senhor em causa traz o valor acrescentado que o ministério precisa? Conhecerá este homem a realidade dos diferentes agentes económicos, nomeadamente o empresarial que o país precisa?
    Deve conhecer os dos lobbies que são clientes do seu escritório de advogados ...

    ResponderEliminar
  18. Ontem, ouvi que havia conflitos de interesse, mas apanhei a notícia no fim, só ouvi que a mulher tinha a empresa!
    Para além da má política, há também o povo ignorante, um exemplo disso, foi a conversa que ouvi, ontem no autocarro, se puderes lê o meu post de hoje.

    ResponderEliminar
  19. A sério?!
    Que temos nós a ver com a sua orientação sexual?
    Que desempenhe o cargo com eficiência é o que nos interessante.
    Povo tão sem formação!
    O outro senhor, nem comento.

    ResponderEliminar
  20. Já lá passei ;)

    PS.: O problema não é a mulher ter uma empresa. É ele ter uma empresa com mulher, criada um dia antes de tomar posse e continuar como sócio gerente.

    ResponderEliminar
  21. No dia seguinte, já ouvi a noticia toda e percebi, que ele nem devia ter sido nomeado! Já vi, ficaste mais inteligente ao ler aquela conversa?

    ResponderEliminar

Enviar um comentário