
Uma pessoa ausenta-se das notícias e mal chega fica a saber que vai ser concedido um desconto de 50% de IRS a emigrantes. Só por acaso, é o imposto que leva a maior fatia do meu salário.
Em primeiro lugar vai ser preciso definir muito bem quem são esses "emigrantes".
Em segundo lugar, vai ser necessário definir as circunstâncias da emigração: a pessoa esteve inscrita no Centro de Emprego? Ou a pessoa emigrou porque recebeu uma proposta de trabalho aliciante do estrangeiro e despediu-se?
Em terceiro lugar, e quem ficou por cá, a pagar a sobretaxa de IRS?
Quem ficou com menos 50% do subsídio de Natal?
Quem ouviu o adjetivo de "piegas"?
Em quarto lugar, será que esses emigrantes querem voltar? Um país dominado pela corrupção e fraude, como se viu esta semana com as manobras de Pedrogão, com o silêncio do poder político? Um país com uma dívida externa muito elevada com sérias reservas quanto à sua sustentabilidade? Um país onde a saúde não é assegurada pelo Estado? Um país com mantém as elevadas desigualdades sociais? Um país que ainda assim tem muita coisa boa, com riqueza cultural e muito fofinho.
Não me parece justo para quem ficou no país, ou porque teve a sorte de manter o seu emprego, ou porque não quis abandonar o país, ou porque não arranjou melhor lá fora.
Concordo que não é justo, e é claro que já vão começar as fraudes do costume...
ResponderEliminarNão é justo, de maneira alguma... -.-
ResponderEliminarEstou totalmente de acordo com o teu ponto de vista!
ResponderEliminarNão acredito que os emigrantes vão na cantiga do bandido!
ResponderEliminarMais uma proposta de lei desgarrada, sem pés nem cabeça! Começou a caça ao voto.
ResponderEliminarNão é justo, uns são filhos da mãe outros são filhos da p.t.
ResponderEliminarNão é justo mesmo, de todo!
ResponderEliminarEu acho que isto é pura conversa de político.
ResponderEliminarÉ impraticável, pelas dúvidas todas que apontas.
Nenhum emigrante quer voltar por causa de uma taxa de irs mais baixa.
Os que cá estão iriam penalizar o "tio" Costa nas Eleições pela injustiça.
Vou acreditar que foi uma ideia triste num momento de empolgamento...
O Inimigo Público ontem mandava a boca:
ResponderEliminar"Os emigrantes preferem pagar 100% do imposto e manter o seu emprego nos países onde estão porque sabem fazer contas" :)))
No meu caso essa questão nem se coloca.
Saí de Portugal há quase vinte e três anos e faço parte dos quadros de Macau.
É aqui que está o meu lar, é aqui que pago os meus impostos, é aqui que quero viver e nem me passa pela cabeça voltar a Portugal.
Com ou sem incentivos.
Sou sincera, vi a notícia mas nem a li toda.
ResponderEliminarSó me criam sentimentos que não quero de todo.
Só vejo injustiças e não tem explicação isto...
Beijocas
Deviam era desincentivar a emigração. Os que partiram, já têm a vida orientada onde estão e dificilmente querem voltar. Marina
ResponderEliminarOs emigrantes já estão definidos: os que alteraram a residência fiscal entre Janeiro de 2011 e Dezembro de 2015 para um país externo.
ResponderEliminarTambém já estão definidas as condições do regresso: alteração da residência fiscal para Portugal e descontarem para a Segurança Social Portuguesa.
Se te lembrasses do que vai acontecer a 1 de Abril de 2019, percebias que o alvo desta medida serão os 323000 portugueses que foram trabalhar para o Reino Unido. É que se o "hard Brexit" acontecer, todos os portugueses que não tenham tratado da papelada para terem a definição de poderem ter dupla nacionalidade ( não obrigatória mas, precisam de 5 anos registados no país), ficam ilegais e podem ser expulsos, estando a trabalhar ou não. Também visa as empresas multinacionais a aceitar transferir funcionários da Inglaterra (ou de outro país qualquer) para Portugal.
Obviamente existe o problema dos salários. Um enfermeiro que esteja a trabalhar na Alemanha ganha 4800 euros de salário e paga 2000 euros de impostos. Vir para Portugal, ganha 1300 euros e ficar a pagar 300 de impostos, não lhe interessa.
A medida é mesmo dirigida aos que vão ter de sair da Grã-Bretanha, daí só cobrir 2 anos... os, prováveis, 2 anos de transição da ilha fechar as portas à Europa.
Um disparate pegado, portanto!
ResponderEliminarTambém não me parece lá muito justo
ResponderEliminarVou aguardar pela lei e perceber o que lá vem...
ResponderEliminarObrigado pelos inputs.
ResponderEliminarDuvido que essas pessoas queriam voltar para Portugal só com essa cenoura até porque o benefício são apenas dois anos e o estado da saúde em Portugal tem-se vindo a deteriorar cada vez mais. Só voltará quem não tiver outra alternativa, ou a quem compensar financeiramente essa isenção temporária.
Ainda assim, acho esta medida moralmente injusta para todos os que ficaram e "contribuíram" para as finanças portuguesas
Esta decisão tem a haver com o Brexit, mas concordo com a 1ª parte. :)
ResponderEliminarAgora soma no teu comentário que é apenas por 2 anos.
ResponderEliminarOs únicos que podem beneficiar são os que estão em UK devido ao Brexit, mas será que, sendo a maioria enfermeiros, querem vir para o nosso SNS como ele está, ou procuram noutro país da UE?
Isso foi patacoada do PM. Duvido que se volta a falar mais disso...
ResponderEliminar"Um país onde a saúde não é assegurada pelo Estado"... deu cabo da pintura. Porque há poucos países onde a saúde é assegurada pelo Estado - e o nosso é um desses.
ResponderEliminarhttps://observador.pt/especiais/temos-mesmo-o-melhor-servico-nacional-de-saude-do-mundo-nem-por-isso/
https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/portugal-mantem-14o-lugar-em-ranking-de-servicos-de-saude-europeus
https://www.sns.gov.pt/noticias/2017/03/19/portugal-entre-os-cinco-melhores-na-saude/
Falar da realidade é ligeiramente distinto de falar da realidade que sentimos - e a nossa não é a desejada, mas é muito, ordinariamente* muito mais do que o tempo que esperamos por uma consulta.
* poderia escrever extraordinariamente, porque em matéria de prevenção superámos praticamente todos os indicadores; mas extraordinário, além de muito bom, pode significar também ocasional - mas estes resultados têm sido consistentes e nada fortuitos. Vulgares, quase, habituados que estamos a eles - de tal forma que nem os notamos, e até os menorizamos. Como a sua frase ilustra.
É uma discussão entre aquilo que é bem considerado bem classificado e aquilo que que sentimos quando vamos a um hospital.
ResponderEliminarOs rankings são subjetivos, mas as listas de espera (estou desde Maio inscrito para uma consulta de dermatologia até hoje), a falta de camas ou o facto de me dirigir a um centro de saude (que ago via impostos) para fazer uma troca de penso e não ter um enfermeiro a trabalhar não correspondem àquilo que espero do estado.
Mas percebo o ponto e há um indicador que revela a mlehoria da qualidade de vida dos portugueses que é o aumento da esperança média de vida ou a taxa de mortalidade infantil.
Exacto. A nossa realidade nem sempre corresponde à realidade global :)
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