Este post vem na continuidade do post de ontem, onde descreveram as pessoas mais novas do grupo de corrida como "a última geração que brincou na rua". No fim de semana da juventude, fala-se da reencarnação do serviço militar obrigatório (SMO).
Um tema (muito) polémico.
Se me perguntarem como descrevo a juventude de 2018, a primeira palavra que me surge é redes sociais. Enquanto uns se isolam atrás dos computadores, a ver séries, youtubbers, facebooks e Instagrams, outros aproveitam a vida, querendo viver as coisas antes do tempo.
No entanto, acho que há uma coisa que se tem vindo a perder ao longo dos anos: o respeito pelos outros e pelo próximo. Penso que os mais novos, não vêm autoridade nos pais, professores e nos mais velhos. Até que ponto não se está no extremo oposto ao de há uns anos atrás? Fará falta uma ida ao serviço militar para incutir valores que podem estar perdidos?
Até que ponto o SMO é necessário para formar melhores cidadãos? Olhando para a geração que agora está na faixa 30-40, são piores pessoas por não terem ido à tropa? Que impactos tem numa pessoa sem perfil "militar" ser chamada?
Pior, a palavra "militar" faz-me logo lembrar bullying, agressões verbais, psicológicas e físicas, coação e praxes violentas (nomeadamente no Colégio Militar)...
Enquanto escrevo este texto lembro-me deste vídeo:
Infelizmente, muitos pais continuam a educar os rapazes para não fazerem nada em casa. Se isso estava certo noutros tempos, em que as mulheres eram donas de casa, hoje em dia não é justo se ambos têm um emprego.
ResponderEliminarFaz-me lembrar o caso de uma colega cujo noivo quis ir viver para a casa comprada por ambos, antes do casamento. Ela não gostou da ideia, no entanto, quando casou achou que aquilo era a melhor coisa que podia ter acontecido. E porquê ? Porque o rapaz depois de tomar duche deixava a toalha no chão da casa de banho, como tinha feito a vida inteira. Depois de comer, deixava o prato na mesa como tinha feito a vida inteira, e por aí fora. Acontece que, quando chegava a casa, estava tudo no sítio onde ele tinha deixado porque morava sozinho e já não tinha a mamã a fazer-lhes essas coisas.
Uma amiga minha tem dois rapazes e eles não fazem nada em casa. Creio que o serviço militar obrigatório só lhes fazia bem.
Tens toda a razão, a tropa é tudo o que dizes no último paragrafo.
ResponderEliminarTens razão quanto à falta de autoridade.
ResponderEliminarMas não sei se a tropa mudaria alguma coisa.
Ali há, sobretudo, treino de obediência e autoritarismo.
Mas é uma dúvida muito pertinente.
Não se pode generalizar.
ResponderEliminarEm todas as gerações houve gente válida e haverá sempre.
Fala-se de novo no serviço militar obrigatório porque as forças armadas têm falta de efectivos, não porque o Estado entenda que isso possa ajudar os jovens.
A tropa era exigente, dura, autoritária, poderosa, e a maioria dos jovens (salvo os que eram formados e queriam seguir a carreira militar) sem cultura, com a escolaridade mínima ou incompleta, os analfabetos, os malandros que não queriam trabalhar, eram obrigados a ir para a tropa e, como tal, o que referiu de bullying, agressões verbais, psicológicas e físicas, as famílias dos anos 60 diziam que ela, a tropa, fazia homens.
ResponderEliminarSe muitos aprenderem e fizeram-se grandes homens, outros sofreram, mais tarde, os seus efeitos, sobretudo os que foram combater para as ex-colónias, nos anos 60/70.
Sinceramente, a tropa deve ser para quem quer ir. Acredito que as regras, a disciplina só fazem bem, e é do que todos precisam, infelizmente, porque os pais não têm poder nem autoridade em impor respeito à irreverência dos filhos, e temo, também, o que será o futuro destes jovens.
Quanto ao vídeo, está (fun)fantástico, embora tenho muito erros ortográficos.
Vou enviá-lo para as minhas sobrinhas mães.
Boa noite
Sempre fui contra a tropa. O meu pai fez parte da geração Ultramar e eu... Se tivesse ido, nem imagino os graus de bullying, mesmo com outro estatuto, uma vez que já estava formado. A ginástica assustava-me (assusta-me) e não tenho muitas das destrezas físicas exigidas. Por outro lado, não lido bem com o meu corpo desde sempre.
ResponderEliminarContudo, quando comecei a ter turmas "das que ninguém quer", com jovens que não podem estar presos fruto da idade, apesar dos delitos, a minha opinião mudou. Algumas pessoas deviam frequentá-la. Por vezes, penso que até eu. Quem sabe assim não teria deixado complexos para trás. Ou acabaria por suicidar-me? Não sei.
O certo é que há perfis. O próprio egocentrismo tem de ser educado. Estamos no mau caminho. Camaradas já não existem. Odeio o termo "colegas". Colegas são as pu&as, sendo que por estas entendo as que se enrolam em benefício próprio e para prejudicar outrem. As outras são prostitutas.
Recordo um tema musical que adorava, mas com o qual, no quarto, chorava, atormentado com o medo de ir à tropa, sendo ainda novinho:
https://youtu.be/EIxsPBbZ_b8
Como ainda sinto aqueles acordes, os meus complexos, falta de confiança...
Não fiz o SMO e não é por isso que me tornei insolente, que não respeito quem tenho que respeitar.
ResponderEliminarIsso são valores transmitidos pelos pais não é pela tropa.
Bfds
Bem, esse vídeo é quase um exagero, mas acaba por tratar realmente bem algumas realidades.
ResponderEliminarInfelizmente há pais em casa que pensam assim.
Relativamente à tropa, nunca pensei nisso.
Acho que há coisas que efectivamente fazem falta. Nem que seja ensinar a ter responsabilidades e a não terem tudo de mão beijada.
Beijocas
Um pouco contra a corrente? O problema daquilo a que chamam "tropa" está em quem comanda a mesma, e não é nos quartéis! Se faz bem, faz! Acho extraordinário que ainda critiquem o serviço militar por ser disciplinador e se pautar pela obediência - e atenção que se há pessoa que questiona muita coisa sou eu.
ResponderEliminarFaz bem e ensina às pessoas o que é um país! Formata? Nem sempre para o melhor? Sim! Mas tendo em conta uma coisa e outra... Uma coisa é certa, é uma lição de vida, é uma fase importante, puxa pelo trabalho de equipa (mais de 90% nem sabe o que é isso) e mostra o que é o sacrifício pelos outros! Tem coisas más? Tem! Tem muitas coisas boas, tem! Honestamente? Espero que não entremos em guerra, pois acredito que, tirando aqueles que estão no activo e muitos que fizeram o serviço militar, a maioria deserta para outro país, que isto de abdicar da vida boa em prol da defesa do país não é para todos! Veja-se pela apatia dos cidadãos face aos erros cometidos contra a democracia.
Companheiro,
ResponderEliminarEu sou de opinião de que o SMO deveria ser obrigatório.
Para homens e mulheres.
Eu acho que a tropa ajudaria muito em vários aspectos...
ResponderEliminarPara muitos dos mais novos... só lhes fazia bem! :-D
ResponderEliminarNa tua opinião, os mais jovens precisam de se sujeitar à tropa? Ou haveria outras alternativas?
ResponderEliminarSerá que isso faz falta à nossa sociedade mais jovem?
ResponderEliminarPerceber a existência de valores, respeito pela autoridade, pelos mais velhos, pelo ambiente e pela cidadania?
Tocas em muitos pontos importantes e com os quais concordo. Um dos aspetos que acrescentaria é o exercício da cidadania. O respeito pelo bem comum e pelo próximo é praticamente inexistente. Cada vez mais as pessoas são individualistas, sem preocupação com o futuro ambiental e social.
ResponderEliminarPercebo tudo o que escreves porque a componente física é importante. Por outro lado, os relatos que nos chegam hoje em dia do Colégio Miltar são o oposto de uma boa educação (bullying, agressões entre os miúdos, traumas que os marcarão para o resto das suas vidas).
ResponderEliminarMas será que SMO teria de ter uma componente física intensa? Ou mais focada para a transmissão de valores, cidadania, entreajuda e respeito pelo próximo? Mais focada por exemplo para o combate ao isolamento dos mais velhos, por exemplo?
Penso que seria interessante falar uma "tropa" alternativa. Menos física, menos bullying, mas com um foco muito maior na cidadania, entreajuda respeito pelo próximo, pelo meio ambiente e pela paz social.
ResponderEliminarPenso que seria interessante falar uma "tropa" alternativa. Menos física, menos bullying, mas com um foco muito maior na cidadania, entreajuda respeito pelo próximo, pelo meio ambiente e pela paz social.
ResponderEliminarO SMO deverá ser para ambos os sexos, na minha opinião.
ResponderEliminarMas será que deve ser o estado a impôr essas regras ou os pais?
Penso que seria interessante falar num SMO alternativa. Menos física, menos bullying, mas com um foco muito maior na cidadania, entreajuda respeito pelo próximo, pelo meio ambiente e pela paz social.
Sou daquele ano em que 90% passou à reserva territorial ... mas mesmo que tivesse de ir, não ia, estava na faculdade. Sou daquele ano em que as pessoas que viviam na província queriam ir à tropa, porque a viam como o único meio de uma vida melhor. Fosse para seguir uma carreira na GNR ou na PSP...
ResponderEliminarPresentemente acho que faz falta, nem que seja para os putos que apenas conhecem as teclas da PS4, conhecerem um pouco da vida real...
Acrescentaria conhecer regras de cidadania, entreajuda, ...
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