Rarissimas será assim tão raro?

23844836_1690565847662732_3066982216276366976_n.jp


Vi mais tarde no site a reportagem da TVI sobre os gastos da Raríssimas. Todos os adjetivos pejorativos são poucos para definir aquela fraude.


 


Surpreende o facto de:


- estarem envolvidos nas avenças secretários de Estado (que são quem financia a instituição e que deveriam estar em "exclusividade" no exercício de cargos públicos),


-a mulher do atual ministro que, por coincidência é precisamente, quem aprova os subsídios estatais


- nenhum dos envolvidos querer dar a cara para contradizer a reportagem e diz o povo que "quem cala consente"


- quantas mais instituições fazem ilegalidades semelhantes? Querem ver que agora choverão denúncias de atos semelhantes?


- a denúnica ser feita a um canal de televisão e não aos órgãos competentes (ah, choca com outros interesses).


 


Há umas semanas, olhei para as contas que são públicas da AMI, aquela instituição dirigida por um ex-candidato à Presidência da República. Pesquisem no site e reparem no património (imobiliário e de títulos) que a instituição financiada pelo Estado tem. Ou então reparem na semelhança de apelidos dos membros (remunerados) da direção.


 


Outro exemplo: os peditórios dos fieis à porta dos cemitérios para a Liga Portuguesa Contra o Cancro. Quantos milhões entraram nas ranhuras daquelas tombolas. Fui site da LPCC e não há qualquer informação das contas, nem receitas, nem património. 


 


Ora, se por várias vezes já o disse no blog que não costumo contribuir em peditórios, recolha de alimentos, nem nada do género, esta reportagem vem-me dar razão. O nosso maior contributo é ajudarmos o próximo sem intermediários ou instituições.


 

Comentários

  1. Estou totalmente de acordo contigo. Acho que estas instituições não deviam receber dinheiro público. As associações que fazem peditórios devem prestar contas, para que quem contribuí, saiba como foi gasto o dinheiro.

    ResponderEliminar
  2. Entregar diretamente aos responsáveis das instituições...

    ResponderEliminar
  3. Completamente!
    Recuso-me veemente a ajudar estas instituições!São diversos os casos de que ouço falar onde as ajudas não chegam ou se apenas chegam pela metade!
    Já agora, onde anda o dinheiro dos telefonemas em solidariedade com as vítimas dos incêndios? Já foram entregues?
    Por mim acabou, recuso-me a ajudar!
    Grande abraço.

    ResponderEliminar
  4. Acho que é melhor nem passares nas minhas paragens...

    ResponderEliminar
  5. Continuarei a ajudar quando não tiver matéria prima, o que é pouco provável, uma vez que nas Escolas detetamos vários casos de carências.
    Quem fizer uso indevido, que fique com esse peso na consciência.

    ResponderEliminar
  6. O problema maior destas coisas, é que cada vez menos pessoas vão ajudar.
    Cada vez se acredita menos e quem sofre é quem precisa de facto.

    Beijocas

    ResponderEliminar
  7. Quando se ajuda diretamente ou se conhece o trabalho das instituições é mais fácil confiar.

    ResponderEliminar
  8. Constrangedora a entrevista do secretário de estado que acabou por se demitir, mais valia ter estado caladinho .
    Vamos ver como isto vai acabar ...

    ResponderEliminar
  9. Vou lá passar. A parte que referi da AMI foi sobre algo que falamos uma vez e fui ao site deles consultar o R&C

    ResponderEliminar
  10. Não sei, o meu não saiu da minha conta bancária. Ao ajudar que se ajuda pessoalmente, sem "intermediários".

    ResponderEliminar
  11. O melhor é ajudar diretamente quem precisa, sem intermediários. Nunca se sabe o destino do nosso dinheiro.

    ResponderEliminar
  12. Felizmente, já se demitiu.
    Estava a ver que tinha a lata de continuar a arrecadar mais dinheiro.
    Pena é não lhe tirarem o que já levou a mais.
    É por isso que fico de pé a trás no que toca a ajudar certas instituições.

    ResponderEliminar
  13. Tens aí informações que são falsas:
    O secretário de estado trabalhou para a associação antes de ir para o governo. (Era consultor num escritório de projectos ligados à área dos seguros de saúde e clínicas de saúde.);
    A deputada foi na viagem no ano passado, assim como outros deputados do mesmo e de outros partidos (que se fazem virgens arrependidas), só que a jornalista nunca toca em assuntos sobre esses grupos de pessoas, por isso focou-se na deputada, aproveitando para afirmar que o ministro sabia do caso, pois enviaram uma carta (que a pessoa que enviou já não sabe dos registos que diz ter feito no envio da carta...);

    Também faltou revelar na reportagem (para a jornalista proteger um partido político) que a associação já tinha nomeado um novo vice-presidente (actual deputado) e já tinha definido que iria receber 2750 euros de ordenado mensal, mais acesso a cartão de crédito, tendo sido nomeado a 28 de Novembro e iria tomar posse a 2 de Janeiro. (Depois da bronca e de um jornalista, de outro meio de comunicação, o ter contactado, diz que já não tem confiança para assumir o cargo.)

    A reportagem revela os podres mas, escondeu muita informação que a jornalista quis apontar na direcção do governo e proteger outros (como Leonor Beleza e Graça Carvalho que estão registadas como as representantes máximas do conselho consultivo que aprova as contas da associação) que não lhe interessava tocar, algo muito habitual na Ana Leal e nas suas reportagens.

    ResponderEliminar
  14. Si, recordei-me ao ler o teu texto... Hoje estamos em sintonia.

    ResponderEliminar
  15. Não vi a reportagem, li apenas um ou outro artigo sobre o assunto, em sites noticiosos.

    Mas acho que há duas coisas que devem ser ressalvadas:
    - não, não são todas iguais as pessoas que trabalham ou colaboram com estas instituições (não me integro em nenhuma das categorias). Há muita gente a esforçar-se, a fazer um excelente trabalho na ajuda aos mais necessitados (seja em que componente for). Se formos apenas pela ajuda direta, é certo que uma grande maioria das pessoas que precisam nunca receberiam qualquer ajuda.
    - é preciso dar o benefício da dúvida aos envolvidos (neste e noutros casos). As reportagens têm sempre o objetivo de ser dramáticas, e muitas vezes mostram apenas aquilo que lhes interessa. Haverá certamente matéria a investigar, mas julgar assim as pessoas em praça pública, não me parece nada bem. Inocentes até prova em contrário.

    ResponderEliminar
  16. O que me admira é estas coisas só agora se saberem e só numa instituição. Fui voluntária numa bastante conhecida há mais de 20 anos e as coisas que se ouviam na altura já eram de deixar os cabelos em pé.

    ResponderEliminar
  17. quem está mais por dentro tem duas opções: ou entra no esquema fraudulento e está bem posicionado ou sai horrorizado.
    Acho que só "agora" se tornou público pq é muito abafado. Todos têm rabo preso. Veja-se a qtd de políticos envolvidos. Todos "comeram" lá. é do interesse de alguém que este venha a público?

    ResponderEliminar
  18. Quando escrevi este post, ainda não se sabia tantos pormenores desta coboiada.

    Atacar a jornalista é sempre mais fácil quando as coisas não correm como se quer. Porém, a informação pode não ter-lhe chegado. Recorde-se que as fontes da informação foram ex-funcionários. Dou o beneficio da dúvida.
    Quando a história vem a lume, é quando toda agente fala. é assim em tudo na vida. zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.

    A informação da TVI anda com muitas e anormais reportagens sobre a Altice e o atual diretor de informação é muito amigo de José Socrates e isso é visível no tempo de antena e horas dedicadas a entrevistas a josé sócrates. Ainda assim, esta história parece um tapete cheio de lixo debaixo que se vai descobrindo

    ResponderEliminar

Enviar um comentário