Porque a vida não é cor de rosa

No sábado, foi o dia anti violência doméstica, com várias ações e anúncio de medidas para um flagelo que atinge a sociedade portuguesa.


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Felizmente, nunca fui vítima, nem conheço nenhum caso próximo que aconteça. Pelo menos que tenho conhecimento.


 


Sendo um crime público, sabemos que atinge todas as idades (cada vez mais precoce, ainda no namoro) e todas as classes sociais mesmo com os níveis de formação mais elevados (com o exemplo público de Manuel Maria Carrilho ou Nuno Vasconcellos). E sabe-se que há vitimas nos dois sexos.


 


A impressão que tenho é que há cada vez mais informação, consciência de que é crime e há mecanismos legais para o travar. Por outro lado, acho que ainda há demasiada tolerância dos agredidos, agressores e de terceiros. Acham isso "normal". Expressões horrorosas como "ela é uma vaidosa, merece apanhar", "coitado, é doido por ela. é ciumento", "a culpa não é dele, é do alcool"....


 


Depois há o papela da Justiça como a decisão do juíz Neto de Moura que escreveu aquele acordão arcaico e que envergonha a Justiça e a sociedade portuguesa.


 


Além desta tolerância, acho que ainda se olha para a violência doméstica só no feminino como a campanha deste fds. 


Acho fundamental desenvolverem-se campanhas, criar-se este "dia" e debater este assunto que traz tanta infelicidade.

Comentários

  1. Tens toda a razão! Há um longo historial de violência que já não se admitia em séculos anteriores, quanto mais hoje, com mais informação e alertas. Mais cumplicidade e entendimento, que devia existir entre sexos. Um boa semana para ti e muito obrigada pelo carinho das tuas visitas. Tudo a correr bem!

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  2. É um flagelo que não parece ter fim à vista Há quantos anos se fala disto? E infelizmente as desgraças continuam a acontecer

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  3. Doméstica Violência
    O que se passará?
    Para matarmos as nossas companheiras
    Deixando os filhos ao deus dará!
    Somos animais racionais?
    É que os outros não matam as companheiras
    E, se alguns comem os filhos
    Não os deixam ao deus dará!
    Matamos muitos animais
    Mas, matarmos os nossos iguais!
    Não parece de animais
    Quanto mais de racionais!
    Não pensamos no sofrimento que causamos
    Matamos as nossas mulheres!
    Como quem mata porcos!
    Com que direito matamos?
    Se a vida do outro não nos pertence!
    Somos responsáveis pela continuação da espécie
    Assim, temos a obrigação de criarmos os filhos
    Que são donos dos seus destinos
    As mulheres e filhos não são objetos!
    Devemos-lhes todo o respeito.

    José Silva Costa

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  4. Ainda há muito por fazer, principalmente na protecção à vítima assim que denuncia, pois em muitos casos, depois de denunciados terminam em homicídios!
    De perto não conheço nenhum caso, quer dizer até conheço, um casal de primos! No inicio do casamento, ele batia nela, até de rastos ela andava! Nunca o denunciou, nem os irmãos dela tiveram coragem de denunciar apesar de muitas vezes se terem colocado no meio deles! Os anos passaram e as agressões terminaram! Mas o que me choca nisto tudo, é ouvir a mãe dela, minha tia, afirmar: "Ah agora eles estão bem!",como se o que viveram nos primeiros anos de casamento fosse um teste para os momentos "felizes" seguintes! Enfim. Para mim, um estalo é sinónimo de desrespeito e falta de amor, portanto, morria logo ali o casamento!
    Grande abraço.

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  5. Ainda há muito a divulgar sobre este assunto!
    Apesar de haver bastante informação, é preciso tomar consciência que pode acontecer a qualquer um... :\

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  6. Infelizmente a violência domestica parece que ainda faz muito parte da nossa cultura. Não sei como pode ser possível. Acho que as campanhas são importantes e devia de haver palestras com participação obrigatória nas escolhas sobre este tema. Seria importante para que os mais pequenos possam saber que nesta vida ninguém é dono de ninguém.

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  7. A sensibilização é fundamental, as pessoas não se podem deixar desrespeitar, controlar, rebaixar. A violência física e psicológica, não deve ser tolerada por ninguém.
    Por vezes a dependência monetária, provoca a aceitação. Com certeza existem formas de ajudar estas pessoas e devem ser divulgadas.
    E sim, as campanhas deveriam dar igual ênfase à violência nos homens, que não é tão falada.
    Marina

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  8. A dependência é uma das razões, efetivamente.

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  9. Concordo plenamente, a prevenção deve ser cada vez mais precoce de modo a corrigir este drama.

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  10. Informação, prevenção e denunciar são as boas práticas.

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  11. Nem todos e todas têm essa mentalidade.
    A ideia do casamento para a vida, mesmo que infeliz, ainda prevalece nalgumas mentalidades, incentivados pela mentalidade dos pais e avós igualmente machistas e antíquadas.

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  12. Acho que hoje em dia é cada vez menos tabu porque é crime público e é cada vez mais discutido e falado!

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  13. É um tema complexo onde cada caso é um caso... E disseste bem, é crime público, logo não precisa de queixa por parte da vítima...

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  14. Eu fui.

    E a justiça está longe de si mesma, quando este é o assunto.

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  15. Conheço muitos casos de violência doméstica cujos agressores são homens.
    Apenas uma minoria das mulheres consegue pôr um ponto final na relação, as outras mantêm-na, não por masoquismo, mas por condicionantes que fogem ao seu controlo.
    Em muitas sociedades, desgraçadamente ainda é considerado normal um homem bater numa mulher.

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  16. Mas não me referia ao facto de ser tabu. Já não é tabu. Refiro-me é ao escândalo de ninguém parar com isto! Nem autoridades, nem sociedade, nem educação, nem sensibilização... Triste...

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  17. E é bom que cada vez mais gente fale deste mal.


    Beijocas

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  18. Nunca fui vítima, mas acho que é um assunto que jamais terá solução, infelizmente.

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  19. Tenho esperança pelo que menos possa ser minorado.

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