O imposto sobre a junk food

Já que a ministra se demitiu e tudo fica resolvido, vamos lá mudar de tema.


O imposto sobre alimentos com excesso de gordura e sal constitui uma poupança futura de impostos. E isso é bom porque vamos deixar de pagar pelos maus hábitos alimentares dos outros.


 


Porquê?


Porque desincentiva o consumo de alimentos preduciais à saúde, que contribuem para a obesidade, hipertensão, diabetes, entre outras doenças, levando as pessoas a opções mais saudáveis. Assim, no presente e futuro recorrerão menos ao Serviço Nacional de Saúde e por isso pagaremos menos impostos para corrigir os erros alimentares do vizinho.


 


Nota: um partido político da geringonça está contra medida. Partilho este exercício teórico e de retórica


"“Não acompanhamos a perspetiva do Governo de abordagem desses problemas por via fiscal".“O Governo considera que o caminho fiscal é uma das abordagens possíveis e necessárias”, mas “nós discordamos, porque entendemos que não é por via fiscal” “nomeadamente ao nível da prevenção e do reforço da capacidade do SNS de fazer essa prevenção, através de campanhas ou de outros mecanismos que levem a uma redução do consumo excessivo de alimentos com sal”.  Ver aqui


Sim, senhor, estou espantado com a solução proposta. Há quantos anos há doenças com o excesso de consumo de sal? Estamos em que ano? Enfim... quando se quer ser do contra, saiem estas teorias extremante ... eficazes 

Comentários

  1. Ora bem! Concordo, apesar de ser fã de comida com alto teor de colesterol

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  2. Será que vai ser assim tão perfeito? ;p

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  3. Não sei, mas ficando os artigos mais caros, dissuade o consumo.
    A estratégia defendida por um partido da geringonça que é contra a medida é tão retórica como inócua. `
    as vezes a política desilude-me a sério ...

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  4. Às vezes??? Ultimamente... não vemos nenhuma medida séria e válida -.-

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  5. Até atualizei o post com essas declarações. quando se quer ser do contra, usa-se umas ideias e frases feitas, mas que não resultam como não resultaram até hoje.
    Neste caso, prefiro que se aumente a receita nestes impostos de alimentos não saudáveis do que noutro tipo de impostos, além da poupança futura no sns.

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  6. Pois... isso seria de louvar, ao contrário das medidas pouco esclarecedoras... :\

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  7. Não está tudo resolvido, infelizmente, mas, vamos lá mudar de tema. Apesar de ver com alguma reserva que o governo se meta naquilo que eu como ou bebo, desde que seja legal , a medida não será descabida. Acho que pode ter, realmente, vários efeitos positivos

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  8. Falei sobre isto para efetivamente mudar de tema e falar de outras coisas :)
    podes continuar a beber, vais pagar é mais :p

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  9. Será que vai ser eficaz? Será que vão diminuir as doenças? Veremos...

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  10. uma excelente lógica de prevenção

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  11. Já aconteceu o mesmo com as bebidas açucaradas e francamente não sei se a medida tem sortido grande efeito.
    Mas, tem que se começar por algum lado.

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  12. Não previne nada. Cala alguns sectores e o impacte será nulo. Tem de partir da sensibilização, com campanhas fortes e a começar na administração pública. O Imposto Automóvel também aumenta a olhos vistos e ninguém deixa de comprar carro por isso... Eu sei, gostamos de brinquedos caros, mas aqui vai ser o mesmo... O reflexo é curto...

    E já agora, deixem-me comer o que eu quero... :-)
    Qualquer dia alguém se lembra de alertar que o consumo exagerado de uvas não é bom e lá vamos nós ter de pagar mais por isso - falo de uvas no seu estado natural e não em estado liquido :-))))



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  13. Sou a favor - e não é por ter deixado de consumir, com os anos.
    Sou a favor porque há que se começar a consciencialização por algum lado "real", já que as campanhas institucionais nada conseguiram.

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  14. Sem tentar ser advogado do Diabo em teoria percebo o que diz o PCP.
    Todavia na minha modesta opinião o Estado usa esta desculpa para angariar mais impostos. Se estivesse realmente preocupado com a saúde dos portugueses apostava na fomação desde a escola primária.
    Isso sim... seria um acto de gestão bem pensada. Por exemplo eu, que não sou fumador, gostaria de saber quantos pessoas deixaram de fumar tendo em conta as imagens nos maços de tabaco?
    Valeu o investimento?
    Quanto ao sal, doces e outras produtos já percebi que o Governo quer ter portugueses saudáveis, mas infelizes...
    Voltando ao tom mais sério afirmo que um dos piores produtos que se consome é a água. O cloro que esta leva é muito mais prejudicial à nossa saúde que o sal ou o alcool.
    Digo eu... que não percebo nada disto!

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  15. Não me parece que tenha qualquer efeito prático. Conduzirá apenas a menos rendimento disponível para as famílias, porque duvido muito que deixem de comer coisas dessas pelo aumento de meia dúzia de cêntimos...
    Para funcionar, teria de ser como o sal no pão: definiu-se um valor limite e pronto!

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  16. Para a maioria das pessoas, penso que o custo tem mais efeito que a sensibilização.
    Já medidas como a redução de sal no pão e do açúcar nos pacotes, tem quase efeito imediato. Pelo menos para mim ;). Marina

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  17. O PCP assim que lê aumento fiscal ou de impostos diz logo que é contra, nem importa a justificação, é contra e depois logo se vê.

    Há anos, anos que os profissionais de saúde e até a comunicação social alertam para este problema, resultados? Eu diria nulos já que as pessoas conscientes já não consumiam em excesso estes produtos.
    Eu acho a medida louvável pois pode ser que assim as pessoas optem por opções mais saudáveis, eu até seria mais radical, pois basta ver os folhetos promocionais dos supermercados para perceber porque é que as pessoas comem mal, porque as porcarias estão sempre em promoção.

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  18. Embora seja fã desse tipo de comida, concordo.
    E há gente que só nasceu para ser do contra, sinceramente.

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  19. O imposto sobre os refrigerantes ao que parece surtiu o efeito desejado com a diminuição do consumo!
    Esperamos para ver se será assim com esta gama de produtos tão prejudicial à saúde!
    Sinceramente sou muito mais 'sal' do que 'açúcar' contudo não tenciono reduzir, pois já o faço normalmente!
    Mudar de tema é bom, contudo ainda existem muitas pontas soltas que bem precisavam de ser atadas!
    Abraço

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  20. Não sei se vai necessariamente levar à diminuição do consumo de alimentos com excesso de gordura e sal, porque isto lembra-me a questão do tabaco, ou do álcool quando o "vício" já é muito, neste caso em comer certos tipos de alimentos, torna-se mais difícil largar.

    Por isso não creio que o aumento de impostos seja a solução, mas antes melhorarem o Serviço Nacional de Saúde por exemplo, tanto a nível de recursos como de pessoal. Assim ficam melhor equipados, e preparados, para eventualidades deste tipo.

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  21. Agora nao dá para publicar com o nome !
    Mas eu tb concordo com esta medida
    Inês gata ihihi

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  22. Eu tenho dúvidas da eficácia da tua solução. Isto é, acho que a passagem da teoria à prática não gera resultados. quando vamos ao centro de saúde, não faltam cartazes para a diabetes e hipertensão. Dissuade de algum consumo incorreto? Quando mexe no bolso, a coisa é diferente.

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  23. A questão é mesmo a que colocas: qual a eficácia das medidas e ações de sensibilização tomadas até agora? Nulas.
    No futuro, vamos todos pagar com os nossos impostos, os gastos do SNS devido aos erros alimentares do presente.

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  24. Acho que a ir ao bolso das pessoas, tenderão a consumir menos ou pleo menos mais despertas. Mas a questão é que tenho dúvidas se só com sensibilização vamos lá. Acho que os (não) resultados falam por si ... Não acho justo também pagar mais impostos impostos para financiar o SNS pelos erros alimentares dos outros.

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  25. A tua sugestão é completamente correta e faz todo o sentido.
    Porém não resolve o problema de curto prazo. Isto é, coloco a seguinte questão: faz sentido eu e tu pagarmos mais impostos para financiar o SNS pelos erros alimentares dos outros.
    Pode-se falar em campanhas de sensibilização, mas serão elas eficazes? Acho que não a avaliar pelos índices de hipertensão, diabetes e obesidade. Alguma coisa tem de ser feito e este é um passo, qto mais não seja para financiar o SNS.
    Vários tópicos para discussão. :)

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  26. Pois, a questão é mesmo essa: a eficácia do que foi feito até agora.

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  27. E o tabaco e as drogas? Já para não falar das depressões. Tudo às custas do zé povinho...
    E para estas maleitas onde estão as prevenções?
    Abraço.

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  28. Lanças dois temas importantes para debate, mas não estou 100% de acordo contigo.

    Acho que as campanhas de sensibilização são ineficazes. entram a 100 saem a 200. Um exemplo disso são os cartazes que existem nos serviços de saúde e o constante e trágico aumento dos índices de obesidade, hipertensão e diabetes existentes no nosso país. Ou seja, tenho sérias dúvidas que essas campanhas, que são muito bonitas na teoria, ricas para as agências de comunicação, mas que não resultam em nenhum efeito prático.

    Para resultados no longo prazo, penso que deveria constar inclusivamente nos currículos escolares, o tema da alimentação.
    No curto prazo, eu questiono: faz sentido eu estar a pagar mais impostso para financiar um SNS que gasta dinheiro no meu vizinho que tem uma má alimentação? Não é justo! Assim, é um principio equiparado ao utilizador pagador.
    Não acho que o Estado vá impedir alguém de comer o quer que seja. Porque se não pagar mais na altura da compra dos alimentos nocivos, vamos pagar todos no futuro para lhe tratar das doenças derivadas da má alimentação.

    Tópicos de discussão :)

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  29. As drogas são proibidas e o tabaco já está bastante taxado.

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  30. Presumo que seja mais eficaz do que muitos flyers e campanhas que vemos. O problema é mesmo a eficácia. Não acho justo estar a pagar imposto para tratar das doenças causadas pela má alimentação dos outros. No fundo funciona quase como um utilizador - pagador.

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  31. Não temos de estar sempre em acordo, ora :-)

    No primeiro ponto, concordo e discordo... De facto, se ficarmos pelos cartazes, não vamos longe. Eu falava de ir mais longe, começando nas escolas por exemplo. Mas reconheço que não é fácil aferir dos resultados embora existam processos que permitem medir, mesmo que numa lógica mais subjectivo.

    A tua questão é mais que pertinente, mas aí terias de colocar muitos outros hábitos de vida. Esse é o risco, embora perceba o que queres dizer e, no fundo, até faça algum sentido.

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  32. Não acho sequer que vá haver alguma redução. Quem sempre comeu, vai continuar a comer, quem já tinha cuidado, assim vai continuar a ter.
    O tabaco também aumentou e as pessoas não deixara de fumar :P

    Beijocas

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  33. Que saudades que tenho eu das uvas em estado líquido! 😕

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  34. ahahahahahaha

    Ainda vais ter esperar... Por acaso, um Fiuza branco ainda é capaz de ser aberto hoje.

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  35. Muito honestamente, acho que esta será uma medida excelente. Estou super de acordo. Gosto de fast food, é óbvio. Adoro Ice Tea, como qualquer pessoa. Mas apoio totalmente a medida. Só nos ajudará a ter mais contenção na hora da compra!

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  36. Desde que fui à nutricionista e soube dos malefícios do Iced Tea nunca mais o bebi. Tem carradas de açúcar.

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