Meu querido mês de Agosto

Esté é o mês onde os nossos emigrantes voltam às aldeias e cidades portuguesas para reencontrar amigos e famílias. 


 


Vulgarmente apelidados de "Avec's", a parler francais para aqui e para acolá (mas quando a coisa não corre bem, lá vem o car**** e o fod****), bons carros e a fazer inveja a muitos que cá ficaram, são muitas vezes caricaturados.


Trazem vida, juventude e sobretudo dinheiro para gastar na pequena economia local amorfa.


 


Porém, não é só da Suíça e da França que chegam emigrantes. Desde a crise e o tempo do Governo de Passos Coelho, existe um novo tipo de emigrantes. Muito mais literados e empurrados pelo desemprego jovem e por oportunidades chorudas em multinacionais.


Pois bem, acho que toda a gente conhece ou tem alguém que conhece um amigo que seja enfermeiro em Inglaterra ou trabalhe lá ou na Alemanha.


 


Continua a ser alguém com saudades da terra, que traz dinheiro para gastar, mas com uma diferença. O emigrante jovem e literado vem para matar saudades e não para exibir a mala, o vestido, o carro e speak english em tudo quanto é lado.


 



 

Comentários

  1. Por aqui, temos um pouco de tudo.

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  2. Olha que também vem... Há de tudo um pouco... Muitos também foram porque tiveram suporte dos iletrados :-)

    E realmente, portugueses pelo mundo não faltam...

    Anda fazer-te sócio da SOS EMIGRAGOSTO.

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  3. Felizmente, a democracia fez com que o país desse um grande salto. Poderíamos fazer muito mais, se a corrupção fosse mais condenada, pela opinião pública.

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  4. Eu sou a emigrante com saudades da família e da terra, sempre. E é realmente muito bom saber que posso falar português para toda a gente. Nunca falo francês, nem inglês.
    Beijinho

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  5. O problema é que na maioria das vezes têm o que têm sem saírem de casa, sem viverem, porque mesmo fora do país não é um mar de rosas e são tantas vezes meros criados, mas depois vêm tantas vezes ao país fazerem-se de patrões e de maus... e isso é o que me revolta! Tenho um amigo que passa a vida a atender reclamações aqui de Portugal "ah porque lá não é nada assim, lá é melhor, porque aqui é isto e é aquilo e acoloutro" custa-me que cuspam no prato que comem... porque se é assim tão mau então que fiquem lá onde estão e não voltem...

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  6. percebo-te perfeitamente. Há efetivamente alguma pessoas que chegam com essa presunção, mas também num misto de "já estive/estou melhor que tu".

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  7. Existem entraves ao desenvolvimento social ao país. Depois temos políticos com opções estratégicas e discursos que incitam à emigração. O mais grave é que é o Estado português a investir na formação dos cidadãos e depois os outros estados a utilizarem esse know-how. Mas isso a Troika e os Passos Coelhos não tiveram essa visão.

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  8. :) Este tema confesso que teve alguma "inspiração" no teu post.

    Há casos que também vêm claro, mas falo de uma forma mais geral.

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  9. Não falta diversidade, mas falo de uma maneira geral.

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  10. A minha filha mais velha é enfermeira em Inglaterra, felizmente que vem cá 5/6 vezes por ano e não "aveca" inglês.
    Tenho familiares na Suíça e nunca os ouvi falar francês, aqui em Portugal.

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  11. Esses já não vem de carro mas sim de avião ...
    Também já não vem com tanto exibicionismo ...

    O nível de educação que tiveram leva-os a outro tipo de comportamento ...

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  12. Normamelmente já utilizam o avião e vêm de braços abertos e malas vazias para carregarem o que lhes faz falta! =)
    Beijinhos

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  13. Tal e qual! Acho os jovens que regressam para férias, são muito mais "pacatos" que os outros mais velhos =/

    Em resposta à tua pergunta, eu não tenho filhos, mas comprei casa.
    Tenho medo de sair e depois de não ter dinheiro para pagar a prestação.
    E eu nunca tive muita sorte em encontrar trabalho. Há sempre medo, com o passar dos anos foi piorando.
    É a 1ª vez, se tudo correr bem, que vou ficar efectiva. Tenho 29 anos e tudo junto, só trabalhei para aí 4 anos =/

    Começo a desacreditar no meu valor.

    Beijocas

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  14. Formar jovens para depois os outros países usarem-nos para a sua evolução é algo que Portugal pode e deve envergonhar-se!

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  15. Os meus pais foram emigrantes e eu em catraia por associação também fui. Não em França. Não sei se o país de destino tinh a ver com o comportamento do emigrante. Vínhamos poucas vezes a Portugal (pela distância e consequente custo). De 12 anos fora só conto duas férias em Portugal e andávamos sempre no velho carocha do meu pai de um lado para o outro a visitar filia e amigos e a fazer Praia, muita Praia! Assim como pequenas obras em casa.
    Esse som é o "vinho verde" estavam sempre presentes 😉

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  16. são esses pequenos prazeres que fazem toda a diferença para quem está fora.

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  17. Porém houve um primeiro ministro que incentivou esta fuga de talentos.

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