Quando comentei no blog a experiência de leitura do Navegador Solitário referi que um dos motivos pelos quais um livro dos anos 90 se mantinha atual era por relatar a promiscuidade entre futebol e política.
Ambos representam poder, mas quanto mais independentes melhor.
Hoje, a notícia da proposta de Eduardo Vítor Rodrigues, autarca de Gaia, para um cargo de dirigente do FC Porto vai precisamente de encontro a essa crítica. Ainda por cima para Admnistrador não executivo. Ou seja tem poder de decisão na SAD.
Pior ainda, o clube utiliza vários equipamentos municipais de Gaia, havendo polémica quanto à renda que paga pela sua utilização.
Não se é pior quem quem convida ou quem aceita e ainda não se sabe se o convite será aceite. Mas a bem da política, da ética, da independência (e já agora do futuro político do homem), espero que não aceite.
Este tipo de misturas é tão triste... Meu rico futebol!
ResponderEliminarDegrada ambos os lados do poder na minha perspetiva!
ResponderEliminarInfelizmente, esta mistura tem sido tão grande e tão constante, que muito do erário público tem ido parar ao futebol. Desporto que tem vivido muito acima das suas possibilidades, com ordenados escandalosos, à conta do dinheiro de todos nós.
ResponderEliminarPolitica e futebol de mãos dadas ...
ResponderEliminarTento não comentar política. No entanto, denoto que existem promiscuidades latentes entre o futebol e a mesma. A culpa está sempre dos dois lados e quer queiramos quer não, os favores pagam-se e as influências são necessárias para fazer andar determinados processos.
ResponderEliminarMais tarde ou mais cedo as consequências são muitas... vamos ver.
Mas fica um pensamento... não vejo os portugueses muito interessados em temas como a corrupção, a ética e a moral.
É algo que tem sido constante, e cada vez mais diminui a crença na justiça, na ética, na divisão de responsabilidades e domínio..
ResponderEliminarBeijinhos
Promiscuidade a mais...
ResponderEliminarPolítica e futebol "de mãos dadas" desde que me lembro...
ResponderEliminarEntão o FêCêPê e as autarquias do Nourte... ui!
Um pouco do mesmo: uma mão não lava a outra mão já suja ;)
ResponderEliminarA troca de favores e das amizades oportunas acaba por prevalecer. Não sei o que é pior: se quem aceita ou se quem convida. Mas neste caso, partidos à parte, está um titular de um cargo público com poder de influência.
ResponderEliminarCuriosamente um outro administrador tb foi presidente da CM Porto. Será que é por mero acaso? E ter sido durante o mandato do partido dele que foi aprovado o plano pormenor das Antas?
ResponderEliminarInfelizmente para a sociedade portuguesa. A troca de favores e das amizades oportunas acaba por prevalecer. Não sei o que é pior: se quem aceita ou se quem convida. Mas neste caso, partidos à parte, está um titular de um cargo público com poder de influência.
ResponderEliminarÀ medida que o tempo avança, esta promiscuidade continua a existir.
ResponderEliminarOs poucos que se interessam são os dos partidos da posição (seja direita ou esquerda) para fazer de arma de arremesso politico. A troca de favores e das amizades oportunas acaba por prevalecer. Não sei o que é pior: se quem aceita ou se quem convida. Mas neste caso, partidos à parte, está um titular de um cargo público com poder de influência.
ResponderEliminarUma aliança que deveria ser quebrada.
ResponderEliminarAcaba por acontecer isso. AO futebol de formação acho que faz sentido canalizar dinheiro público. Ao profissional sou contra. Porém há sempre meio de dar a volta: ou através de patrocínios ou através de nomeações destas em que o clube usa equipamentos municipais.
ResponderEliminarDecididamente, o pior é quem convida ;)
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