Esta frase foi-me dita por uma amiga minha este fim de semana quando lhe perguntei como estava a correr a adaptação ao novo emprego.
A minha amiga tem o mesmo percurso académico e profissional que eu (mas em empresas concorrentes) e saiu há cerca de um ano de uma multinacional prestigiada na área da auditoria/consultoria, mas manteve-se na área com funções diferentes e mais perto de casa. .
Ao fim de um ano, onde nota mais diferença não é tanto os novos colegas, a nova empresa, a nova função, nem o facto de não estar no Porto. É a qualidade de vida que ganhou e o facto de a verem como uma "pessoa". A respeitarem. De perceber que a "isenção de horário" não justifica que se peça tudo e mais alguma coisa para ontem. De não abusarem da generosidade dela e do facto de ela a resistir a dizer "não".
Isto fez-me pensar sobre a forma como nos vemos e como os outros vêm.
Pois... Se calhar o nosso autoconceito muitas vezes não coincide com o conceito que os outros têm de nós...
ResponderEliminarMuitas vezes é necessário saber dizer que não e impor limites, se não fazem de nós gato sapato, seja no trabalho ou socialmente.
ResponderEliminarVerdade! Certíssimo! A idade vai-nos ajudando a saber proteger contra esse tipo de coisas.
ResponderEliminarEm termos laborais assistimos a uma regressão de "qualidade de vida" que era inimaginável quando, já lá vão trinta e seis anos, entrei no mercado de trabalho. Pior ainda quando a maior parte dos empregadores não são empresários mas sim patrões...
ResponderEliminarInfelizmente, isso acontece em quase todas as empresas...
ResponderEliminarOs trabalhadores são espremidos a até se esgotarem. Não só nas horas de trabalho, mas na disponibilidade emocional para aturarem caprichos de patrões. É bom ter conhecimento de uma versão como esta :)
Esta minha amiga teve a sorte de mudar para melhor.
ResponderEliminarFelizmente, mas a maior parte dos casos não têm estes desfechos...
ResponderEliminarAcredito que com a tua experiência de vida consigas fazer essa comparação.
ResponderEliminarAcho que com a crise e a precariedade cada vez mais persistentes, caiu o mito que a geração dos meus avós tem de que um licenciado tem boa vida e ganha bem. Já nem vou em termos absolutos, mas o rácio (real) entre salário líquido e horas trabalhadas é assustadoramente reduzido.
Mesmo nessas empresas que vêm para a imprensa dizer que criam x postos de trabalho anuais e contratam os melhores alunos para os seus quadros. Aproveitam-se de alguma disponibilidade, generosidade e ingenuidade das pessoas.
Agora cabe a cada um impôr os seus limites, mas quando não há alternativas ou há compromissos no final do mês sem os pais a ajudar, é muito complicado.
É uma verdade. A minha visão (ainda solteiro e sem filhos) é a de quando quando se está mal, muda-se e quem muda, Deus ajuda.
ResponderEliminarTemos essa perspetiva em comum :)
ResponderEliminarSão essas "pequenas" coisas que fazem a diferença.
ResponderEliminarQualidade de vida, independentemente do que significar para cada um de nós, deveria ser sempre a prioridade nº1...
E esse pequeno grande detalhe "pessoa" faz toda a diferença! =)
ResponderEliminarBeijinhos
Tão importante essa observação. Normalmente somos só um número, uma cabeça :(. Bjs, Marina
ResponderEliminarDeviamos ser todos mais humanos
ResponderEliminarÉ a grande lição.
ResponderEliminarHá empresas que vêm um trabalhador assim. Cabe a cada um impôr limites.
ResponderEliminarEsta resposta dela mexeu comigo.
ResponderEliminarNem sempre é fácil, mas cabe a cada um lutar por ela :)
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