Regresso à leitura take 2: Cidades de papel

O livro da autoria de John Green conta uma aventura entre dois adolescentes finalistas do ensino secundário.


Uma história de leitura rápida, interessante, com personagens secundárias engraçadas, mas achei-o americanizado, sem grande lição de vida e parecia que a escrita já estava orientada para o filme.


Quertin e Margon são vizinhos e partilharam a infância numa amizade que se foi desvanecendo com o tempo. Em vésperas do baile de finalistas, ambos participam numa vingança amorosa planeada por Magron que executam numa noite, que será a última que estão juntos. No dia seguinte Margon desaparece misteriosamente e deixa pistas a Quervin do seu paradeiro, desenvolvendo-se grande parte da narrativa na resolução do enigma. A derradeira estabelece um limite de horas e uma localização precisa de onde Margon se escondeu do mundo. Quervin tem de atravessar grande parte do EUA para chegar ao local e leva consigo os seus amigos. A sua motivação é um amor platónico, uma profunda amizade e uma excitação de aventura.


É esta parte que me parece idealizada já a pensar no filme. O autor divide o livro com cada uma das horas de viagem a encher páginas e a aumentar o suspense. Até aparecem duas vacas na estrada que provocam um acidente (tão previsível!), mas ninguém fica ferido, apenas se atrasam. Porém, como esperado, Quervin chega antes do tempo e encontra a sua amiga, mas não ficam "apaixonados e felizes para sempre".


 


O que fica da história? A amizade quando existe de verdade, é cega. Ultrapassa montanhas e chegam ao infinito, mesmo a cidades de papel, i.e., cidades que não existem fisicamente, mas apenas baptizados nos mapas patenteados de modo a detetar pirataria. Além disso, todos nós temos uma imagem que defendemos e somos educados a cumprir certos protocolos. Porém, há alternativas. Podemos seguir o nosso próprio caminho, com toda a liberdade, mas arcando com as consequências.


 


Para dizer que achei o livro realista e com conteúdo, não achei. Achei sim uma ficção interessante e enigmática.

Comentários

  1. Por vezes os livros não precisam de ter o final esperado, desde que nos ensinem sempre algo de novo! Parece que a lição que tiraste não trás novidade alguma...mas serve para relembrar o valor que deveria ter para todos nós a verdadeira amizade!

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  2. Por acaso nunca li nada deste escritor, ainda não tenho opinião formada, é sempre bom conhecer outras opiniões!

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  3. Boa crítica.
    Eu gostei do livro, mas não foi nem de perto nem de longe o melhor de John Green, nem o pior acredita!
    Não há nenhum que bata o "à procura de Alaska", adorei :D

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